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Área com sistemas lavoura-pecuária ultrapassa 2,6 milhões de hectares
ILP cresceu de 1,1 milhão para 2,6 milhões de hectares entre os anos de 2013 e 2019
20 de Janeiro de 2022 as 06h 30min
Levantamento foi feito pela Embrapa – Foto: Divulgação
Levantamento feito pela Embrapa a partir de uma metodologia inovadora de sensoriamento remoto mostra que o crescimento das áreas com integração lavoura-pecuária (ILP) em Mato Grosso - 1,1 milhão em 2013 para 2,6 milhões de hectares em 2019 – está diretamente relacionado às ações de pesquisa e transferência de tecnologia conduzidas pela Empresa em parceria com produtores no estado.
Prova disso é que a maior concentração desses sistemas se encontra no entorno de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), que são áreas usadas para validação de tecnologias, na maioria das vezes, em fazendas particulares.
As URTs são conduzidas pelos próprios produtores, com base em recomendações dos pesquisadores da Embrapa e profissionais parceiros. Essas áreas são apresentadas ao setor produtivo em dias de campo, visitas técnicas e capacitações de profissionais de assistência técnica e extensão rural, possibilitando a multiplicação do conhecimento.
De acordo com resultados obtidos no âmbito do Projeto GeoABC (veja quadro ao fim desta matéria) liderado por Margareth Simões, pesquisadora da Embrapa Solos (RJ) e especialista em sensoriamento remoto na agricultura, a área de 2,6 milhões de hectares com sistemas ILP observada em 2019 equivale a 5% da área total sob uso agropecuário no estado.
A partir de uma extensa série de imagens de satélite, os pesquisadores foram capazes de monitorar a expansão das áreas com sistemas lavoura-pecuária em Mato Grosso, apresentando os resultados da crescente adoção e concentração dos sistemas ILP em diferentes períodos: 2008-2012; 2009-2013; 2010-2014; 2011-2015; 2012-2016; e 2013-2017.
Os dados geoespaciais mostram que no início da série histórica as áreas com ILP eram menos numerosas e se concentravam no entorno de Sinop, onde está a sede da Embrapa Agrossilvipastoril e três URTs de sistemas integrados; na região do Araguaia, onde também havia três URTs; e na região Sul do estado.
Com o passar dos anos, as regiões de Sinop e do Araguaia continuaram com grande concentração de áreas com ILP, mas outras regiões cresceram de importância, como a de Colíder, no norte do estado, de Primavera do Leste e de Canarana.
“Os resultados apresentam uma influência forte inicialmente das áreas de transferência tecnológica, as URTs como uma rede fundamental disseminadora desse tipo de manejo. Ao longo do tempo, é possível identificar que as práticas de ILP se difundem pelo estado e as áreas com URT deixam de ser as regiões com maior concentração”, afirmam os pesquisadores no estudo.
Mesmo antes da criação da Embrapa Agrossilvipastoril, em 2009, a Empresa já havia iniciado a criação de URTs de ILP em Mato Grosso. Com o início das atividades do centro de pesquisa e a chegada de mais pesquisadores ao estado, a rede de URTs foi ampliada, abrangendo todas as regiões produtoras. Ao mesmo tempo, as pesquisas com sistemas integrados foram intensificadas, gerando mais conhecimento para subsidiar o produtor rural.
O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril, Flávio Wruck, enumera cinco fatores que, juntos, contribuem para o aumento da adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária em Mato Grosso. De acordo com ele, primeiramente, a ILP é uma tecnologia que viabiliza a utilização do solo de forma intensiva e sustentável. Sendo bem aplicada, traz retorno para o produtor. O segundo fator é o empreendedorismo do produtor mato-grossense, que costuma buscar e ser aberto à novas tecnologias.
O terceiro fator elencado é o avanço no desenvolvimento de tecnologias para esses sistemas, tanto aquelas desenvolvidas pela Embrapa quanto por universidades, outras instituições de pesquisa e pelos próprios produtores.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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