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1,4% dos mato-grossenses se declaram homossexuais ou bissexuais, diz IBGE
28 de Maio de 2022 as 15h 00min
Foram ouvidas 2.510 pessoas; 96% afirmam ser héteros – Foto: Divulgação
O Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa inédita em que revela a orientação sexual da população.
Em Mato Grosso, 96,9% dos moradores responderam que se consideram heterossexuais, enquanto 1,4% se disse homossexual ou bissexual. Outros 1,5% não responderam ou não sabiam responder à pergunta. Os dados utilizados pelo instituto se referem ao período pesquisado em 2019.
Em Cuiabá, o cenário também se repete. Segundo o IBGE, 97,4% se autodeclararam heterossexuais, sendo maior que a média estadual, e 1,9% responderam que se identificam como homossexuais ou bissexuais; outros 0,7% não quiseram responder ou não sabiam.
De acordo com o levantamento, em todo o estado, foram ouvidas 2.510 pessoas acima de 18 anos. Deste total, 2.433 responderam que se consideram heterossexuais; 36 disseram que são homossexuais ou bissexuais, e outros 36 se recusaram a responder ou não sabiam. A pesquisa apresentou um intervalo de confiança de 95%.
Segundo a coordenadora geral do Coletivo Negro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso, Lupita Amorim, a pesquisa demonstra um certo avanço em relação à visibilidade da comunidade LGBTQIA+, porém, ainda carece de ajustes.
“As pesquisas do IBGE ainda precisam avançar no que diz respeito à identidade de gênero da população brasileira, visto que estes dados serão fundamentais para elaborar, planejar e executar políticas públicas voltadas para a população LGBTI+ brasileira, sobretudo pessoas trans e travestis”, afirmou.
Na Capital, a pesquisa ouviu 476 pessoas. Dessas, 463 afirmaram ser heterossexuais, nove responderam ser homossexuais ou bissexuais, e outros 3 se recusaram ou não sabiam responder.
O estudo inédito do instituto ajuda a aprimorar as pesquisas sobre esse público nas instituições científicas, segundo Lupita.
“Ter acesso a esses dados via IBGE é um avanço para utilizarmos nas nossas pesquisas e produções de conhecimento a respeito de gênero e sexualidade no Brasil. Historicamente, dados a respeito da comunidade LGBTI+ tem sido feito de maneira informal e sem financiamento público”, explicou.
Fonte: DA REPORTAGEM - G1-MT
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