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1899 luta para ser Dark sem ser Dark
28 de Novembro de 2022 as 09h 54min
Série se debate para ser interessante sem ser repetitiva, mas tropeça no processo – Foto: Divulgação
No ano de 2008, o showrunner Vince Gilligan lançava discretamente aquela que seria uma das séries mais adoradas do mercado mundial: Breaking Bad. Hoje, 14 anos depois, Vince ainda está envolvido com o universo da série, que terminou em 2013. Ele lançou um bom spin-off - que acabou esquecido na maioria do tempo; e um filme que deveria ser um marco para os fãs - e acabou igualmente ignorado pela grande mídia e pelas premiações. Viver de um sucesso pode ser muito lucrativo, mas repeti-lo já é uma outra história.
Jantje Friese e Baran bo Odar, criadores de Dark, não parecem querer viver do universo da série, não planejaram spin-offs e nem derivados. Mas, paira sobre eles a responsabilidade de sustentar a reputação de inteligência e sagacidade conquistada depois que a série da Netflix se popularizou. Dark era tão bem organizada, usava tão bem os elementos científicos que trouxe para sustentar a história, que era inevitável atribuir aos dois roteiristas o legado de uma produção que encerrou seu caminho sem falhas.
Depois que um showrunner faz sucesso com um gênero, dificilmente ele vai escapar da pressão para continuar explorando a mesma área. Em muitos casos, aliás, é isso mesmo que eles querem. Jantje e Baran parecem confortáveis em lidar com esse cenário, sobretudo porque diante do prestígio de sua primeira criação na plataforma, as portas orçamentárias se escancararam. A nova investida narrativa da dupla não só segue o fluxo do que os tornou conhecidos, como também apresenta um espetáculo visual.
1899 parece esconder tantos segredos que até descrever do que ela se trata parece arriscado. Podemos dizer que tudo começa quando o navio Kerberos (um nome que no mundo real representa um sistema de autenticação de usuários em uma rede) se depara, no meio do oceano, com um mistério: da neblina surge o navio Prometheus (que tem o mesmo nome do Deus grego que deu aos homens a superioridade existencial perante os outros animais). O problema é que o Prometheus havia desaparecido há alguns meses e quando reaparece na água, está como um navio fantasma, velho e completamente vazio.
Com isso, começa o dilema do capitão Larsen (Andreas Pietschmann): o que fazer diante do navio que acabaram de encontrar? Entrar? Ignorar? Reportar? Ao mesmo tempo, há uma série de tensões ocorrendo dentro do Kerberos, envolvendo os passageiros das duas classes que dividiam o navio. Entre eles estão Maura (Emily Beecham), que funciona como a costura entre os acontecimentos; Krester (Lucas Lynggard), um passageiro da classe operária com uma família hiper religiosa; Ling (Isabella Wei), que impressiona com seus trajes japoneses tradicionais; Angel (Miguel Bernardeau), que tem uma relação intensa e proibida com outro dos passageiros; Lucien (Jonas Bloquet), que está na lua-de-mel de um casamento arranjado; além de um personagem que se torna uma presença inesperada e perturbadora no navio.
Fonte: DA REPORTAGEM
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