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Terça Feira, 21 de Abril de 2026

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64,1% das rodovias federais e estaduais são ruins ou péssimas

Levantamento foi feito pela CNT em todas as estradas de MT

18 de Dezembro de 2021 as 06h 00min

Avaliação foi do estado do pavimento, sinalização, entre outros – Foto: Divulgação

Pesquisa mostra que 64,1% das rodovias de Mato Grosso são ruins ou péssimas. O levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) leva em conta as rodovias estaduais e federais pavimentas do estado. Os caminhoneiros que trafegam pelas rodovias contam que estão insatisfeitos com as condições do asfalto. A pesquisa ainda mostra uma estimativa de gastos e prejuízos aos transportadores.

Entre os caminhoneiros que circulam pelo estado, não faltam motivos para reclamar das condições das estradas. Além dos custos com a manutenção dos veículos, eles também apontam os riscos de acidentes graves. O caminhoneiro Raphael Bombach desabafa. “É muito buraco. Muito pedágio caro e que não tem retorno pra gente. Você passa ali e caminhão quase desmancha. Pista apertada, sem acostamento”, disse.

A pesquisa da confederação avaliou cinco rodovias federais em MT e mais de 5,4 mil km de rodovias estaduais. A avaliação levou em conta o estado do pavimento; a sinalização com placas e faixas na pista; condição e presença de acostamentos; pontes e viadutos.

O caminhoneiro Sebastião de Almeida, que vive desse trabalho, também corrobora com o resultado da pesquisa. “Está muito ruim. Tem trânsito demais. Muitos buracos e acidentes”, comentou.

Essas situações aumentam os custos com escoamento da produção agrícola, o que prejudica a competitividade do estado e do país no mercado internacional de grãos. A pesquisa também fez uma estimativa do desperdício de combustível causado pela má qualidade do pavimento das estradas em Mato Grosso.

Até o final deste ano, haverá um consumo desnecessário de mais de 47 milhões de litros de óleo diesel ao custo de R$ 208,700 milhões pagos pelos transportadores. De acordo com a confederação, são necessárias diversas obras de emergência, manutenção e reconstrução para melhorar as rodovias no estado. Pelos cálculos da confederação, o investimento necessário é de R$ 2,3 bilhões.

Para o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos do estado, Roberto Pessoa, a situação representa um descaso das autoridades.

“De Primavera do Leste até Canarana também está feia esta estrada. É o que a gente conhece. A de Barra do Bugres até Tangará da Serra também está intrafegável. Lá por Diamantino nem se fala. A Serra da Deciolândia é só buraco. O que a gente conta é o descaso das autoridades competentes em relação a manutenção das rodovias. Os caras só prometem e não fazem”, afirmou.

A Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra) disse que o trecho de Barra do Bugres até Tangará da Serra está sendo administrado por uma empresa que ganhou a concessão em maio. Já a MT-130, entre Primavera do Leste e Paranatinga, também está sob concessão. A fiscalização dos contratos é feita Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos (Ager). A Sinfra informou que trabalha na pavimentação de mais de 1,6 mil km de rodovias estaduais e na recuperação de outros 615 km.

Sobre as condições das rodovias federais, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) disse que trabalha para garantir o melhor serviço com o orçamento disponível, e que, nos últimos anos, teve um avanço significativo na cobertura contratual na malha federal no estado.

Fonte: DA REPORTAGEM

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