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Abílio chama ensino da UFMT de “bosta” em coletiva
22 de Agosto de 2025 as 04h 22min
Poderia ser surpresa, mas não é, a grosseria verbal do líder da capital... – Foto: Divulgação
Em coletiva realizada na Câmara de Cuiabá na terça (19), o prefeito Abílio Brunini (PL) afirmou ter sido “uma bosta” a qualidade do ensino da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A expressão chula e rasteira causou indignação amplamente repercutida pela comunidade acadêmica e setores políticos locais.
A fala não apenas revelou o desprezo do gestor pela instituição, mas também escancarou um tom vulgar e desrespeitoso que jamais deveria partir de uma autoridade pública. Ao proferir tal ataque, o prefeito usou uma linguagem ofensiva e gratuita, capaz de ferir não só a reputação da Universidade, mas o respeito aos milhares de professores, pesquisadores e estudantes que ali se formaram.
Em nota oficial, a UFMT expressou “perplexidade e indignação” frente à fala rude do prefeito. A instituição lembrou que é um patrimônio educacional tanto do estado quanto do país, reconhecido pela qualidade de seus cursos, da pesquisa e do compromisso com a sociedade.
A Faculdade de Direito, por sua vez, qualificou a declaração de "ofensiva, inverídica, irresponsável e desrespeitosa", ressaltando seu papel nos rankings do ensino superior e nas políticas de inclusão, como cotas e assistência estudantil.
A fala do prefeito não passou sem respostas no meio político. Deputados estaduais reagiram com veemência às palavras de Brunini, classificando-as como lamentáveis e incompatíveis com a função de um representante público. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), reforçou a importância de proteger e fortalecer o ensino superior público.
O deputado Eduardo Botelho (União) foi ainda mais duro nas críticas, afirmando que “é lamentável esse desrespeito” do prefeito não só com a UFMT, mas com os estudantes, e denunciando que o prefeito “não respeita ninguém”.
Outro parlamentar que se formou na UFMT, Carlos Avallone (PSDB), descreveu a fala como “extremamente absurda” e inaceitável, sobretudo por tratar-se de uma universidade digna de respeito e orgulho para o estado.
Já Alan Porto, secretário estadual de Educação, classificou o comentário como “infeliz” e defendeu a relevância dos profissionais formados na UFMT, incluindo o governador e o secretário de Fazenda, ambos egressos da instituição.
Fonte: DA REPORTAGEM
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