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Abílio diz que “herdou rombo” e defende gestão
12 de Julho de 2025 as 04h 33min
Abílio ataca antecessor e afirma: “Nós pagamos” - Foto: Assessoria
A gestão do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), tem enfrentado os primeiros meses de mandato sob a sombra de uma crise fiscal que, segundo ele, foi herdada das administrações anteriores. Em fala recente, Abílio afirmou que recebeu a prefeitura com um rombo de R$ 2,4 bilhões em dívidas acumuladas e um saldo negativo de R$ 1,15 bilhão em caixa.
Segundo o prefeito, o antecessor deixou a prefeitura com apenas R$ 104 milhões em caixa, enquanto dívidas com fornecedores, precatórios e consignados não repassados ultrapassavam a casa dos bilhões. “Já no sexto mês de mandato, pagamos R$ 654 milhões. Não olhe para os números, olhe para quem vendia marmita e está com a marmitaria prestes a fechar por não receber desde outubro de 2024”, declarou.
Brunini destacou que há casos em que o desconto foi feito na folha dos servidores, mas os valores não foram repassados às instituições financeiras. “Isso não é crime?”, questionou, ao citar R$ 50 milhões de consignados nessa situação. O prefeito também citou o montante de R$ 775 milhões em precatórios em aberto.
Ainda conforme a fala, a arrecadação da prefeitura nos primeiros seis meses de 2025 foi de R$ 2,5 bilhões. No entanto, ele afirma que o montante foi quase integralmente consumido pelo pagamento de dívidas e execução de novas ações.
Apesar do cenário crítico, o prefeito enumerou medidas que, segundo ele, mostram avanços em sua gestão. Entre elas, a gratuidade do transporte público aos domingos, a revogação da taxa de lixo, sete folhas salariais quitadas em seis meses, distribuição de uniformes e materiais escolares, além da retomada do café da manhã nas escolas da rede municipal.
Abílio também citou obras em andamento, como a construção do Centro Médico Infantil e da Cidade da Saúde, e a entrega de 742 novas unidades habitacionais. O quadro de pessoal da saúde também foi reforçado: “Contratamos 305 novos médicos, 101 enfermeiros e 750 agentes comunitários de saúde”, afirmou.
Na área da educação, 3.400 novos professores e técnicos foram contratados, segundo o prefeito. Ele ainda mencionou que a Revisão Geral Anual (RGA) foi paga, mesmo antes de manifestações por parte do funcionalismo.
Ao final do discurso, Abílio afirmou que nem todo o impacto das ações será sentido ainda em seu mandato, mas que a atual gestão pode se tornar “um divisor de águas” para as futuras administrações. “Eu o massifico você como um gestor referência”, disse em tom enfático, referindo-se a si mesmo em terceira pessoa.
O prefeito encerrou com uma fala em tom bem-humorado e provocativo: “Tô voando. E tem alguém que tá se incomodando, no tuts tuts, no caretão tocando. E o coração dele tá se parando”, sugerindo que as críticas à sua gestão seriam resultado de incômodo político com seu desempenho.
Apesar da retórica combativa e do balanço apresentado, o passivo herdado segue sendo uma preocupação para a capital mato-grossense. O prefeito, que foi eleito com forte discurso de enfrentamento à velha política, agora tenta provar que consegue, de fato, equilibrar as contas públicas e entregar serviços à população. O desafio, no entanto, está apenas começando.
Fonte: DA REPORTAGEM
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