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Abbott Elementary prova que ainda há espaço para boas sitcoms tradicionais

09 de Setembro de 2022 as 10h 00min

Houve um tempo em que a sitcom americana era o termômetro mais preciso das mudanças sociais do país, mediando através do humor a relação do público com os dilemas e avanços da vida moderna.

The Mary Tyler Moore Show sinalizou a aceitação da mulher solteira trabalhadora, The Cosby Show trouxe a família negra para a frente do diálogo social, Will & Grace marcou uma nova era de ativismo LGBTQIA + pós-epidemia do HIV. Isso, no entanto, era quando as três ou quatro maiores emissoras abertas americanas (ABC, NBC, CBS, Fox) tinham o luxo de monopolizar a atenção do público.

Difícil argumentar que elas fazem isso hoje em dia, diante do cenário fragmentado do streaming e das mudanças na forma como séries americanas são distribuídas através do mundo (para entender um pouco mais essa discussão, confira nosso artigo sobre o fim de This is Us). Daí que fica complicado apontar qual foi a última vez que uma sitcom atingiu o zeitgeist da mesma forma que os exemplos de décadas anteriores que listamos no parágrafo acima - talvez as primeiras temporadas de Modern Family, lá em 2009.

Abbott Elementary é descendente legítima dessa tradição, e era possível sentir isso desde o começo de sua trajetória, em dezembro do ano passado, durante exibições lineares na ABC. Embora não tenha sido um fenômeno de audiência, a produção atingiu aquele território único, reservado apenas às ótimas sitcoms, em que personagens com cacoetes ultra-específicos encontram um caminho fácil para se infiltrar na cultura popular. O segredo, claro, é autenticidade: quando observam e colocam sob lente de aumento traços verdadeiros da situação e das pessoas que representam, sitcoms carregam o superpoder único de tirar sarro delas e celebrá-las ao mesmo tempo.

Claro que muito do que os atores tão habilmente expressam em tela já estava na página, no trabalho cuidadoso de Quinta Brunson e seu time de roteiristas. O texto da série, assim como a sua construção visual (Randall Einhorn, veterano de séries como The Office e It’s Always Sunny, dirige seis dos 13 episódios), fazem com excelência o trabalho ingrato de tomar para si todo um leque de formatos cansados e nos lembrar do porquê eles funcionavam no passado. Corre nas veias de Abbott Elementary, enfim, um amor verdadeiro pela sitcom como entretenimento, mas também como instrumento de diálogo social.

Esta é, afinal, a história de como professores desafiam um ambiente desprestigiado para realizar o trabalho mais essencial imaginável para o tecido da nossa sociedade. O curioso é que, assim como os docentes que retrata, Abbott Elementary prosperou em condições inóspitas pelas forças da persistência, da diligência e da excelência - a diferença é que a série, ao contrário dos personagens, está sendo devidamente recompensada por isso no Emmy.

Fonte: DA REPORTAGEM

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