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Domingo, 19 de Abril de 2026

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Academias enfrentam temor, mas torcem por melhora econômica

Empresário está otimista com o fim da pandemia e espero que público será normalizado

09 de Novembro de 2021 as 06h 00min

Academias de Cuiabá agora podem funcionar sem restrição de capacidade – Foto: Divulgação

Sendo um dos setores mais afetados pela pandemia em 2020 e pela segunda onda em 2021, as academias em Cuiabá hoje vivem um cenário mais otimista com o avanço da cobertura vacinal da população. Agora, os proprietários não precisam lidar mais com as restrições de capacidade impostas pelas prefeituras, mas mantêm as medidas de biossegurança para que os clientes sigam protegidos mesmo no momento de praticar atividades físicas.

O proprietário da academia Medley, Celso Mitsunari, que atua em Cuiabá há 33 anos, vê como positivo o novo momento que os empreendedores da área estão vivendo. No entanto, ele acredita que ainda irá demorar um tempo para que a situação se normalize. Ele explica que segue tendo todo cuidado ao oferecer as aulas e a musculação em sua academia.

Porém, para ele, o cenário “normal’ só voltaria a ocorrer se sua academia recebesse a mesma quantidade de clientes que frequentava o local em fevereiro de 2020, antes do lockdown. “Mesmo vacinados e utilizando os protocolos de segurança, existe essa porcentagem que ainda tem medo. Acho que o normal vai voltar só em 2023”, afirma.

Parte desta convicção do empresário vem do fato de que muitos dos alunos ainda sentem receio em frequentar as academias mesmo vacinados. Esse medo, segundo Celso, acompanha principalmente os clientes idosos, que sofreram muito com notícias de morte massiva nos piores momentos da pandemia.

“Era tanta notícia ruim que deixou um trauma nas pessoas. Mesmo vacinados e utilizando os protocolos de segurança, existe essa porcentagem que ainda tem medo. Não é a maioria, mas uns 20% ainda tem receio”, explica.

CENÁRIO GERAL

Celso além de proprietário da Medley também é um dos diretores da Associação Brasileira de Academias (Acad) em Mato Grosso. Trabalhando em auxiliar outros empreendedores da área, o empresário viu de perto o que a pandemia fez com as academias da Capital.

Das quase 300 unidades que funcionavam na cidade antes do lockdown, cerca de 30% precisaram fechar por falta de caixa. E mesmo após o retorno dos alunos muitos não tinham entrada de dinheiro, pela baixa adesão dos clientes.

Dentre os males e a desesperança que abateu os profissionais do setor, Celso afirma que a pandemia, por outro lado, foi uma das responsáveis por abrir os olhos da população para a importância da atividade física.

Hoje, ele afirma que a maioria dos novos alunos que chegam à Medley são pessoas que nunca haviam frequentado uma academia antes, mas agora se preocupam em preservar a saúde e o bem-estar. “Antes, a maioria buscava estética, agora os cientistas comprovaram que a atividade física é muito importante para ajudar na imunidade”, explica.

MOMENTO DIFÍCIL
A personal trainer Geanny Domingues já atua na profissão há 16 anos e disse que nunca vivenciou um momento tão difícil para os profissionais quanto nos meses em que foram obrigados a parar de trabalhar. A adaptação foi uma das chaves fundamentais para que a profissional conseguisse encorajar os alunos para voltarem a praticar as atividades físicas de forma presencial.

Ela explica que a Medley fornece todo o suporte de biossegurança, com máscaras, álcool em gel e respeitando o distanciamento, o que facilitou no momento do retorno às atividades.

Depois de ver vários colegas desempregados e tendo que fechar os próprios estabelecimentos, Geanny hoje segue na esperança de que tudo se normalize da melhor forma possível no ano que vem. “Acredito que 2022 será um ano de renovação, onde teremos mais tranquilidade e todos poderemos retornar as atividades sem medo”, completa.

Fonte: MÍDIA NEWS

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