Noticias
A Casa do Dragão
24 de Agosto de 2022 as 09h 10min
Há alguns elementos que invariavelmente vêm à mente quando se fala de Game of Thrones: violência explícita, nudez (também explícita), disputas de poder, reviravoltas e, claro, o toque fantástico trazido por dragões e caminhantes brancos. Todos esses componentes contribuíram para o frisson em torno da série, que bateu sucessivos recordes de audiência durante sua exibição, e agora são espertamente usados para nos introduzir à derivada A Casa do Dragão, que estreou no domingo (21).
Para tirar logo da frente a comparação: o primeiro episódio da nova série tem sexo, intrigas e sangue de sobra. E, claro, belos dragões, já que estamos falando de um período da história de Westeros em que eles eram numerosos e estavam no auge de suas forças. Aos que acompanharam a original, esses elementos trazem uma sensação de familiaridade, remetendo aos primeiros anos da produção (não por acaso, também os mais queridos do público). Mas nem eles, nem a dose de referências funcionariam caso não houvesse uma história interessante para se apoiar - e isso A Casa do Dragão apresenta, ao menos em seu início.
A trama acompanha um período específico da dinastia Targaryen, quando quem ocupava o Trono de Ferro era o rei Viserys I (Paddy Considine) – aproximadamente 170 anos antes do nascimento de Daenerys Targaryen. Acontece que o monarca tem apenas uma filha, Rhaenyra (Milly Alcock, na adolescência), e começa a se formar uma questão em torno de sua sucessão, já que seu herdeiro apontado é seu irmão Daemon (Matt Smith), príncipe de temperamento forte e não exatamente afeito às maneiras da corte.
O imbróglio tem seu risco estabelecido logo nos primeiros minutos da série, quando um personagem diz que a maior ameaça ao poder dos Targaryen são, bem, eles mesmos. É quase como se eles estivessem no lugar dos Roy, a disfuncional família de bilionários da renomada Succession, também da HBO.
Ao longo do piloto, o roteiro de Ryan Condal (criador da série ao lado de George R.R. Martin) se ocupa de habilmente apresentar as peças do tabuleiro. Poucos minutos são suficientes para estabelecer a rivalidade entre Daemon e a Mão do Rei, Otto Hightower (Rhys Ifans); a amizade de Rhaenyra com Alicent (Emily Carey, também na fase jovem), filha de Otto; e o histórico de rejeição de Westeros a mulheres no Trono, personificado na figura de Rhaenys (Eve Best), conhecida como a “rainha que nunca foi”.
Ainda que não se aprofunde particularmente em nenhum dos personagens neste primeiro momento, a história revela o suficiente sobre eles para manter o interesse no drama que vai se desenrolar a partir dali. E aqui têm mérito, também, as escalações. Matt Smith, em especial, torna seu Daemon uma presença tão ameaçadora quanto digna da simpatia do espectador, mobilizando para si as atenções quando está em cena.
Veja Mais
LS Tractor lança nova série Plus PRO na Agrishow
Publicado em 23 de Abril de 2026 ás 13h 12min
Fusca perde freio, destrói muro de casa e deixa mulher ferida em Alta Floresta
Publicado em 23 de Abril de 2026 ás 11h 23min
Governo de MT amplia atendimento às mulheres vítimas de agressões
Publicado em 23 de Abril de 2026 ás 09h 09min
