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Quarta Feira, 22 de Abril de 2026

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Adolescentes têm medo de proibição dos pais e preferem fugir de casa

Para especialista, diálogo e confiança são fundamentais

04 de Janeiro de 2022 as 22h 00min

Na considerada fase de crise, os adolescentes estão passando por uma série de mudanças físicas, psicológicas e sociais. No período que marca a transição para a vida adulta, eles se sentem incompreendidos pelos pais e ao observar dados do Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD) percebe-se inúmeros desaparecimentos na região metropolitana de Cuiabá.

Para o delegado Roberto Amorim, responsável por lidar com esses tipos de casos na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP), o diálogo na família é fundamental.

“Realmente é enorme o número de adolescentes que desaparecem, principalmente no fim de semana. Ocorre que muitas vezes a família não tem uma ligação, não conversa, não bate um papo, não deixa sair. Acha que se deixar, irão fazer alguma coisa errada, fazer uso de droga. O principal fundamento é essa integração da família, o diálogo entre os pais e mães”, afirma o delegado do Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD).

“Tem adolescentes também que muitas vezes sai com o namorado e não volta, sai com a amiga e dali vão para outro lugar e não tem aquela responsabilidade de ligar para a mãe ou para o pai para avisar, justamente por isso, essa falta de diálogo. Eles têm medo do pai proibir, de não deixar sair. A coleguinha vai ao cinema, ela não pode ir porque o pai não deixa, a mãe e o pai proíbem as saídas. Então eles preferem sair, correr o risco, ficar um, dois, três, quatro dias fora de casa, para que possam realizar seus desejos, do que avisar”, acrescentou.

Segundo o delegado, o principal conselho é o diálogo. “Mas também é necessário estar mais próximo dos filhos, principalmente na adolescência. Hoje o pai tem que levar, saber com quais pessoas essas crianças e adolescentes estão andando. É melhor levar e buscar, mas se ele não tiver condições de levar e buscar, que pelo menos acompanhe, saiba aonde a filha ou filho está. Que dê essa abertura para que os filhos possam conversar, dialogar e dizer onde vão, onde estão, sem medo de represália. As atitudes devem ser essas, mas é difícil, pois a vida social de cada um se transforma muito. Você não sabe os hábitos e costumes daquelas pessoas, se é um pai autoritário, uma mãe que proíbe tudo”, pontua.

O delegado explica também que não há necessidade de comunicar os desaparecimentos somente após 48 horas. Conforme Roberto Amorim, isso trata-se de um mito.

“Antigamente tinha um mito que após o desaparecimento tinha que esperar 24 ou 48 horas. não há essa necessidade. Hoje inclusive temos uma lei de busca imediata. Os pais sentiram que a filha (o) saiu daquela rotina e não voltou, venha imediatamente a polícia e registre um boletim de ocorrência. Vamos fazer todos os trâmites legais, vamos postar fotos nas redes sociais e a polícia começa a agir. Muitas vezes uma colega ou outra pessoa a vê em um local público, liga e comunica. Nós vamos e conseguimos localizar a pessoa. A família percebeu que a filha, idoso ou qualquer parente saiu ou fugiu daquela rotina, procure a polícia”, finaliza.

Fonte: DA REPORTAGEM - Olhar Direto

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