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Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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A escola do momento deve ser uma escola aprendente, diz formadora

Crianças e educadores devem se ver como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem

08 de Maio de 2019 as 00h 00min

DA REPORTAGEM

 

Como deve reagir o educador frente aos desafios presentes no dia a dia da educação contemporânea e quais competências deve desenvolver para conectar-se às expectativas de estudantes e comunidades que já não veem a escola como único lugar de ensino-aprendizagem?

Estas e outras questões foram abordadas pela professora Jussara Ceron, mestre em Educação e consultora socioeducativa, durante a atividade de formação realizada para gestores e professores de educação infantil e de ensino fundamental da rede municipal de Lucas do Rio Verde.

“O desafio que temos hoje é de transformar uma escola que ensina, ou que se via na arte de ensinar, em uma escola que se vê na condição de aprender o tempo todo.  Não uma escola fechada, mas uma escola aberta, que se conecta com versatilidade com seu entorno, com o mundo de informações, porque o mundo de informações está presente e está em todos os lugares, talvez muito mais até fora da escola”, define.

Para ela, a escola que aprende é a escola do momento. E para isso deve ser uma escola que conversa com a comunidade, que está para a comunidade e que se vê caminhando com a comunidade, e não na contramão da comunidade. Uma escola que conhece o seu entorno, que se pré-ocupa mesmo e lida com as questões sociais o tempo todo e aprende em todos os sentidos.

“Essa escola requer educadores que se sintam aprendentes o tempo todo, que tenham encantamento, que tenham amorosidade, que se reconheçam o tempo todo como líderes de processos educacionais, mas mais do que líderes de processo, como caminhantes contribuidores do desenvolvimento do outro, de si, obviamente, e da comunidade”, defende.

A instituição, segundo ela, precisa ser transcendente no seu jeito de receber, no seu jeito de entregar, no seu jeito de fazer o cotidiano e aprender a lidar com a diversidade de situações, com a diversidade de mecanismos que se tem hoje e deixar de se vestir de lugar que ensina porque esse lugar que ensina não se reserva mais à escola.

“E isso só é possível quando os educadores que suscitam as práticas cotidianas da escola estiverem abertos aos desafios dos diferentes cotidianos e estiverem também predispostos a desenvolverem a sua profissionalidade o tempo todo, sem ficarem fechados na sua formação inicial acadêmica, nas suas especializações. Não é mais disso que os meninos e as meninas precisam, eles precisam de um educador, de um agente de mudança, de um sujeito que acredite nos seus diferentes potenciais”.

Outro desafio, aponta a formadora, tem sido como tocar o educador no sentido de que ele compreenda que ele é o promotor, que ele é o primeiro sujeito a protagonizar e que já foi-se o tempo da sala de aula, já foi-se o tempo da aplicação de exercício sem sentido, já foi-se o tempo de lugares enfileirados. “Como fazer que esse educador adote, a partir de suas relações cotidianas, para além da escola, uma prática de colaboração, de andar com o outro, estar juntos, e não à frente do outro e nem após o outro”, resume.

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