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After
01 de Setembro de 2022 as 12h 00min
É impossível ignorar todo o contexto em torno da franquia After. Seja de uma forma ou de outra, ela ajuda a entendermos a superficialidade do texto de Anna Todd e tudo que ele se tornou depois de todas essas continuações. A história nasceu de fanfics, um gênero narrativo que tem uma imensa força na internet e que tem seu valor justamente por abrir portas não só para novos leitores como também para novos autores. A partir da manipulação de uma realidade ou de uma ficção já existente, o processo criativo vai sendo despertado e leva até a algumas provocações; mas é importante atravessar a fronteira entre o que já existe e te inspira; e o encontro da sua própria voz.
Anna Todd teve problemas para entender isso. Assim como Stephenie Meyer e como E. L. James, o enredo e o estilo de After circulam entre o mundo dos fanfics e a dificuldade de conseguir contar uma história sem se desatrelar do quase plágio artístico. Nos trabalhos de todas elas há um ponto em comum alarmante: mulheres que vivem em torno de um homem que é misterioso, sombrio e tóxico, mas que elas, na renúncia da própria vida, vão “transformar” para o bem. Edward, Grey e Hardin escapam do escrutínio por conta da beleza rebelde, da inacessibilidade romântica inicial, dos segredos que escondem e na mentira da plena dedicação. Nenhum deles, contudo, considera a individualidade de suas amadas.
A chorumela em torno de Tessa (Josephine Langford) e Hardin (Hero Fiennes-Tiffin) chegou ao apogeu da superficialidade quando o filme anterior acessou um enredo de paternidade novelesco sem nenhuma vergonha, usando isso como justificativa para abalar a relação do casal e separá-los afim da encomenda de um final feliz. O subtítulo em português do filme é até mais honesto que o título original, já que “Ever Happy” realmente sugere uma ideia de conclusão, que como descobrimos ao final da projeção, não passa de um marketing falso e oportunista. Sendo assim, esse não é o fim e também não é o “final feliz”.
O novo longa começa exatamente do ponto em que o anterior terminou (ambos foram filmados juntos, o que ajudou no senso de continuidade), quando Hardin descobre um segredo envolvendo seu pai e passa a fazer o discurso vazio do “minha vida é uma mentira”. É exatamente o tipo de saída dramática que não considera o quanto personagens evoluíram ou o quanto existem problemas muito maiores na vida que justifiquem um comportamento autodestrutivo. Hardin volta a revelar sua toxicidade e sob a desculpa de que “o amor faz com que Tessa entenda a natureza dele”, a moça vai suportando tudo e aguentando tudo; e sempre voltando, mesmo que o sexo seja a única coisa que o roteiro consegue ilustrar como exemplo de conexão entre eles.
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