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Agressões contra mulheres: uma prática inaceitável
30 de Março de 2022 as 06h 30min
Agressão. Uma palavra pequena com consequências irreversíveis. Nos dias atuais, são frequentes as notícias sobre este ato doloroso. Portais e programas jornalísticos com ênfase em casos policiais, apresentam quase que diariamente fatos assustadores.
Relatos impactam toda a sociedade. E com eles, surgem inúmeros questionamentos sobre os direitos femininos e o real cumprimento das leis.
Segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgada em junho de 2021, uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no Brasil, durante a pandemia do coronavírus.
Sendo assim, aproximadamente 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual. Este percentual representa estabilidade em relação à última pesquisa, realizada no ano de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão.
Os agressores não escolhem um perfil determinado para praticar abusos. A todo instante, milhares de mulheres no mundo sofrem algum tipo de violência.
De acordo com a Lei Maria da Penha− Capítulo II, art. 7º, incisos I, II, III, IV e V, as agressões são classificadas, como: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.
Ainda, existem mulheres que sofrem 'em silêncio', vivendo situações desgastantes, humilhantes. Quem agride, pouco se importa com diálogo. Enfatizam a sua própria opinião e, em muitos casos, a companheira é tratada como um simples objeto.
Infelizmente, pertencemos a uma sociedade fria, com valores invertidos. Por mais que seja difícil, é necessário procurar ajuda. Buscar forças para tentar sair desta situação. Aos que acompanham/ouvem as histórias, é fácil julgar. Porém, quem vive na pele, sente-se vulnerável. Em meio a tanto sofrimento, elas precisam de acolhimento, atenção, carinho e proteção.
Este, é um assunto extremamente complexo. Abusos causam problemas, afetam a dignidade, saúde mental e física. Aquelas que presenciam, nunca esquecem. Em sua história, carregam marcas que machucam e sangram a alma.
Não sou especialista em terapia, tampouco em relacionamento de casais. E sim, uma comunicadora que acredita na busca pela felicidade. Em minha visão, todo ser humano tem direito de conquistá-la. Viver em um universo sadio, com amor próprio, respeito de decisões, liberdade constante e valorização.
BRUNA DIAS É ANALISTA DE SOCIAL MEDIA, FOTÓGRAFA E PUBLICITÁRIA
Fonte: BRUNA DIAS
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