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Quarta Feira, 10 de Junho de 2026

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Agro cresceu 11,7% e liderou avanço do PIB brasileiro 2025

05 de Março de 2026 as 08h 10min

Desempenho foi puxado principalmente pela produção de grãos — Foto: Globo Rural

O Valor Adicionado da Agropecuária ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,7% em 2025, para R$ 775,3 bilhões, segundo boletim divulgado terça (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o maior avanço percentual entre os setores e componentes considerados na pesquisa. Todos os demais apresentaram crescimento abaixo de 3% no ano.

Segundo o IBGE, a variação do Valor Adicionado da Agropecuária no ano decorreu, principalmente, do crescimento da produção e da produtividade na agricultura.

O instituto destacou o crescimento de 23,6% da produção de milho em 2025, de 14,6% da produção de soja, “recordes” na série histórica, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE).

O IBGE também chamou atenção para a contribuição positiva da pecuária no ano passado. No quarto trimestre, o PIB da Agropecuária cresceu 12,1% na comparação com o mesmo intervalo de 2024 e 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

O avanço em relação ao último trimestre de 2024, segundo o IBGE, foi decorrente da contribuição positiva da pecuária e ao bom desempenho de alguns produtos com safra relevante no trimestre, em especial fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%).

O PIB do Brasil em 2025 totalizou R$ 12,7 trilhões, dos quais R$ 11 trilhões do valor adicionado a preços básicos e R$ 1,8 trilhão de impostos sobre produtos líquidos de subsídios, segundo o IBGE.

Considerando o valor adicionado das atividades no ano, além dos R$ 775,3 bilhões da agropecuária, o IBGE reportou R$ 2,6 trilhões da indústria e R$ 7,6 trilhões do setor de serviços.

Entre os componentes da despesa, o consumo das famílias totalizou R$ 8,1 trilhões, o consumo do governo, R$ 2,4 trilhões, e a formação bruta de capital fixo, R$ 2,1 trilhões. A balança de bens e serviços ficou superavitária em R$ 44,6 bilhões e a variação de estoque foi de R$ 30,2 bilhões.

Fonte: DA REPORTAGEM

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