Noticias
Agro tem tecnologia, mas ainda perde eficiência na aplicação de defensivos
29 de Junho de 2026 as 10h 15min
Falta integração entre conhecimento, operação e estratégia para reduzir perdas – Foto: Divulgação
Mesmo com o avanço da agricultura de precisão, da pulverização seletiva e do sensoriamento remoto, as máquinas ainda são o principal gargalo para aplicações fitossanitárias mais eficientes no Brasil. O desafio está na forma como essas ferramentas são utilizadas e integradas dentro do sistema produtivo.
A pressão sobre a qualidade das aplicações cresce à medida que o agro precisa ampliar a produção de alimentos, reduzir perdas e responder a maiores exigências ambientais.
De acordo com Marcelo da Costa Ferreira, engenheiro agrônomo, professor titular da Unesp de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor possui recursos para reduzir perdas e aumentar a eficiência operacional, mas ainda enfrenta dificuldades na adoção correta dessas soluções.
“Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma.
Segundo Ferreira, perdas causadas por deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser reduzidas por meio de maior alinhamento técnico entre os elos da cadeia. “Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, explica.
As mudanças tecnológicas vêm alterando a lógica das aplicações agrícolas. Ferramentas de sensoriamento remoto, imagens por satélite, drones e sistemas inteligentes passaram a permitir análises mais detalhadas das lavouras, tornando possível a tomada de decisões específicas para diferentes pontos dentro de uma mesma área produtiva. “O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca o professor.
Ampliar o uso dessas tecnologias exige mudança na forma de planejar, interpretar e executar as operações no campo. “Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
Veja Mais
Júlio Campos denuncia pressão antes de convenção do União
Publicado em 22 de Julho de 2026 ás 17h 22min
Saúde reforça importância da testagem rápida para hepatites virais em Sinop
Publicado em 22 de Julho de 2026 ás 16h 22min
Santa Carmem: autorizada a pavimentação de mais de 3 mil metros na Estrada Sandra
Publicado em 22 de Julho de 2026 ás 15h 16min
