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ALÉM DA INTERNET: CPI da renúncia e sonegação aprova 17 requerimentos
Os deputados vão ouvir o ex-presidente da Metamat
04 de Março de 2020 as 13h 00min
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
DA REPORTAGEM
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, que investiga indícios de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso, aprovou 17 requerimentos na volta dos trabalhos hoje (3), para obter informações e ouvir autoridades políticas e empresários do segmento da mineração no estado.
Na próxima terça-feira (10), os deputados vão ouvir o ex-presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração – Metamat, Serafin Carvalho. A oitiva dele está previsga para começar às 9 horas, na sala 201, Deputado Oscar Soares. Os parlamentares também aprovaram o convite ao ex-secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Pedro Nadaf.
De acordo com o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), Nadaf foi convocado por ter sido acusado pelo Ministério Público do Estado, no final de 2019, pelo recebimento de R$ 1,9 milhão em propina. Na época ele era secretário do ex-governador Silval Barbosa.
A CPI também aprovou requerimento que solicita a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) – dos últimos cinco anos – informações de documentos de quatro segmentos produtivos de Mato Grosso: combustível, agronegócio, mineração e frigoríficos. Nos documentos devem constar “a lista das empresas e da data de fiscalização delas, e ainda o valor total arrecadado por cada uma”, disse Santos.
“Há sempre recusa da Sefaz. Diante disso, a CPI deixa de fazer solicitação, agora fará requisições de informações junto a Sefaz. Muitas secretarias de Estado não informam os requerimentos porque acham que a CPI é brincadeira e fantoche. Isso vai acabar”, disse Santos.
Durante a reunião, os deputados que compõem a CPI aprovaram quinze requerimentos apresentados pelo sub-relator do setor da mineração, deputado Ondanir Bortolini – Nininho (PSD). O presidente Wilson Santos afirmou que os requerimentos tratam de convites e não de convocações.
“É a primeira vez que se realiza um trabalho como esse. A CPI não quer de forma alguma ser injusta com aqueles que estão trabalhando e gerando emprego em Mato Grosso. Aqui, está sendo aprovados convites. Muitos dos empresários, que estarão aqui, vão colaborar efetivamente com o nosso trabalho. Aqui, não há acusação a nenhuma empresa convidada. É preciso que isso fique bem claro”, disse Santos.
“Entre os convidados estão os empresários do setor de mineração, de sindicatos, de prefeitos. A CPI vai buscar entender um segmento que precisa ser esclarecido, porque tudo ainda é muito obscuro. Nunca foi feito nenhum trabalho nesse sentido para esclarecer tudo isso. A CPI tem esse compromisso com a sociedade”, explicou o sub-relator da mineração Ondanir Bortolini.
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