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ALÍVIO: Depois de duas semanas de seca, volta a chover em regiões de MT
Retorno ameniza apreensão de agricultores que temiam os efeitos da estiagem nas lavouras de milho
07 de Abril de 2021 as 06h 30min
Retorno da água veio em um momento importante – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Foi uma chuva volumosa, suficiente para amenizar a tensão do agricultor Diego Dallasta. Depois de 16 dias de seca, ele estava apreensivo com os reflexos da falta de umidade na lavoura de milho, cultivada em Canarana. “Bom dia abençoado com 50mm de chuva na fazenda”, disse logo pela manhã.
O retorno da água veio em um momento importante, quando o futuro de muitas plantações no município estava “ameaçado” pela estiagem. “Em áreas semeadas na metade de fevereiro, já podíamos notar plantas com folhas enroladas, sentido o déficit hídrico após duas semanas sem chuvas regulares no município. A cada dia sem chuva, o potencial produtivo ficava ainda mais comprometido. Se não chovesse esta semana, os danos seriam irreversíveis”, afirma.
De acordo com Dallasta, relatos de agricultores apontam que a chuva desta madrugada girou entre 40mm e 110mm em diferentes locais do município.
Em Nova Mutum, a água voltou a cair no fim de semana. “Choveu 25mm pra gente, depois de 14 dias de seca. A situação estava precária”, comenta o agricultor Alduir Cenedese. “Agora é torcer para que venha mais”, reforça.
Nesta safra as chuvas terão uma relevância ainda maior para muitos agricultores mato-grossenses. Pouco menos da metade das plantações (45,34%) foi semeada após o dia 28 de fevereiro, quando termina o período considerado ideal para o cultivo da cultura no estado. Isso equivale a mais de 2,57 milhões de hectares. “Historicamente, áreas cultivadas após a janela da semeadura ficam mais suscetíveis ao estresse hídrico e correm maior risco de terem suas produtividades negativamente afetadas. Cabe destacar que os volumes de chuva nas próximas semanas serão de grande importância para a determinação da produção na safra atual”, destacou o Imea em seu boletim semanal.
De acordo com o Instituto, a região centro-sul do estado foi a que teve o maior percentual de lavouras fora do calendário recomendado. Nada menos que 70,15% das áreas foram semeadas no mês de março. Há relatos de agricultores que cultivaram um percentual ainda maior durante o mês de março. É o caso do produtor Altemar Kröhling, que plantou 1200 hectares de milho na propriedade em Diamantino. Apenas 20% do milharal foi semeado dentro da janela ideal.
“Devido ao atraso do plantio da soja, atrasamos também o plantio do milho. E pela primeira vez da história nós chegamos com o plantio do milho até a segunda quinzena de março. Então, a gente vai precisar de chuva até o início do mês de maio e os primeiros milhos já estão no pendoamento e os últimos estão com 10, 12 dias de emergido. A gente resolveu apostar no milho até o fim, a gente sabe dos riscos. Mas até o dia 22, 23 de abril a gente sabe que tem chuvas marcadas para nossa região. Aí nós vamos jogar com a sorte com as chuvas do início de maio. Nos últimos 3 anos, elas vieram. Estamos torcendo para que ocorram de novo estas precipitações no mês de maio. Do contrário, a queda de produtividade vai ser grande”, alerta o agricultor.
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