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Alckmin anuncia linhas de crédito e ampliação de biocombustíveis
26 de Junho de 2026 as 06h 44min
Medidas envolvem R$ 35,1 bilhões para máquinas e caminhões – Assessoria
Novos incentivos financeiros e mudanças na política de combustíveis renováveis foram anunciados pelo governo federal durante evento em Dom Aquino, no interior de Mato Grosso.
Quem apresentou o pacote foi o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), As medidas abrangem linhas de crédito para o setor produtivo e ajustes na composição da gasolina e do diesel comercializados no país. O ponto com impacto mais direto na economia local, porém, está na área de biocombustíveis.
O governo federal deve elevar o percentual de etanol anidro misturado à gasolina dos atuais 30% para 32%, conforme aprovação esperada do Conselho Nacional de Política Energética. “O etanol, que estava em 27,5% na gasolina, foi para 30% e, na quarta-feira, o CNPE aprova 32%. Não tem ninguém no mundo que, na gasolina, tenha 32% de etanol”, ressaltou Alckmin.
A medida reforça a posição de Mato Grosso, que vem se consolidando como um dos maiores polos produtores do insumo, especialmente a partir do milho. O aumento da demanda estimula a expansão de usinas, a industrialização da safra e a geração de valor agregado ao produto que antes era comercializado apenas como matéria-prima. “É importante para o meio ambiente, importante para a economia, importante para a agroindústria. Em vez de vender produto primário, você agrega valor e vende um produto manufaturado”, defendeu.
Também foi confirmada a elevação da mistura de biodiesel no óleo diesel, que passou de 13% para 15% no mercado nacional. Segundo o vice-presidente, a alteração recupera patamares reduzidos em gestões anteriores e beneficia toda a cadeia ligada a oleaginosas como a soja. “O biodiesel estava em 13%, o governo anterior reduziu para 10%, fechou um monte de fábrica de biodiesel e nós chegamos a 15%. Também não tem no mundo quem tenha, no diesel, 15% de biodiesel”, completou.
Alckmin destacou ainda que o Brasil pode assumir protagonismo também em outros tipos de combustíveis sustentáveis, acompanhando a transição energética global. Ele citou o SAF, o combustível sustentável para aviação, como uma nova fronteira a ser explorada pela indústria nacional. “O mundo vai ter que trocar o combustível do navio e vai ter que trocar o querosene da aviação. E é o Brasil que pode produzir SAF, o combustível sustentável de aviação. São boas notícias para a região, uma região extremamente próspera”, concluiu.
Fonte: DA REPORTAGEM
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