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Sábado, 25 de Abril de 2026

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A Mulher da Casa Abandonada

02 de Agosto de 2022 as 07h 30min

“Dois mil e XX é o ano do podcast do Brasil”. Essa é uma piada recorrente entre produtores e ouvintes mais antigos desse formato, mas essa anedota deve estar perto fim.

Isso porque 2022 foi palco de um fenômeno do áudio que furou a bolha dos iniciados da podosfera e impactou milhares de pessoas. Dificilmente alguém, hoje, não ter ouvido falar – mesmo que rapidamente – de A Mulher da Casa Abandonada.

O programa de sete episódios – produzido, apurado, roteirizado e apresentado por Chico Felitti e publicado pela Folha de S. Paulo – acabou com níveis de comoção que lembrou o de novelas das 21h da Globo. As pessoas comentavam na rua, criavam teorias e por semanas lotaram as redes sociais esperando o capítulo seguinte.

Se você esteve fora do Brasil nos últimos dois meses, um resumo: Chico foi atrás da história de uma idosa peculiar que morava em uma mansão caindo aos pedaços, nitidamente abandonada, em um dos bairros mais nobres de São Paulo. Mas se inicialmente ele achou que seria a narrativa de uma mulher com problemas mentais e abandonada pela família, ele acabou descobrindo que ela, na verdade, ela era procurada pelo FBI por ter mantido uma brasileira em condições análogas à escravidão por quase 20 anos nos Estados Unidos.

Por si só, essa já seria uma grande história para ser contada, mas temos livros e séries que têm narrativas surpreendentes como essa e, nem assim, fazem tanto sucesso. Mas qual foi o segredo de A Mulher da Casa Abandonada para chamar tanta atenção? A resposta simples é: qualidade na produção, com um tempero muito brasileiro.

A podosfera nacional tem ótimos programas há anos, mesacasts, comédias, grandes reportagens, produções de true crime.

O que Chico Felitti conseguiu com esse foi reunir o que tem de melhor em cada um dos grandes podcasts: uma apuração profunda, um roteiro redondo, edição de áudio impecável, personagens interessantes, tudo isso com uma história muito brasileira.

Em cada um bateu de um jeito diferente: a tia “louca” que não fala nada com nada, a rica falida que ainda se acha parte da high-society local, a família que tem uma empregada que é considerada “da casa”, quem imigra para os Estados Unidos, a “bruxa” do bairro. Mas no fundo, o que mais chocou foi jogar na cara de todo mundo o quanto a situação da mulher escravizada é mais comum do que se imagina.

Esse sucesso deve abrir as portas para novas produções com esse nível de qualidade. Os produtores de conteúdo viram que é possível ter sucesso de audiência em áudio. Por mais que empresas como a Globo já tivessem entrado de cabeça na podosfera, o programa da Folha de S. Paulo criou um novo mercado consumidor que agora está sedento para o próximo A Mulher da Casa Abandonada.

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