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Ancelotti mantém mistério sobre time que vai pegar a Austrália
24 de Setembro de 2026 as 19h 14min
Com grupo completo, Ancelotti mantém mistério sobre time que vai pegar a Austrália — Foto: Cahê Mota
Enfim, todos os jogadores à disposição. Carlo Ancelotti comandou nesta quarta-feira o primeiro treinamento da Seleção com elenco completo visando os amistosos com a Austrália. O treinador não montou o time titular, que deve ter a base dos jogadores que disputaram a Copa do Mundo.
Otávio, Arthur Dias e Vanderson foram os últimos jogadores que chegaram à Brisbane, mas ainda assim participaram normalmente do trabalho no Ballymore Stadium. Como já tinha acontecido na terça-feira, torcedor subiram em árvores para acompanhar a atividade.
Ancelotti ainda não montou o time titular em trabalhos que aconteceram em campo reduzido, apesar de ter dado alguns indícios. Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães foram poupados da maior parte do treinamento.
Apesar de ter mesclado as equipes, o treinador escalou junto aqueles que devem ser as trincas pelos lados do campo. Na direita, Vanderson, Marquinhos e Estevão. Na esquerda, Douglas Santos, Gabriel Magalhães e Vini.
No meio, o treinador escalou Danilo Santos ao lado de Bruno Guimarães no período em que o jogador do Arsenal esteve em campo. Já no ataque Raphinha e Pedro jogaram juntos e próximos na maior parte do tempo. O jogo será disputado em Townsville, às 6h desta sexta-feira (25). As duas equipes voltam a se enfrentar na terça (29), em Brisbane. Dia 3 de outubro, a Seleção encara a Índia, em Calcutá.
ESTÊVÃO DE VOLTA
A saúde está em dia. Chegou a vez de exercitar a paciência. Recuperado da lesão muscular que o tirou da Copa do Mundo, Estêvão está de volta à Seleção para a primeira Data Fifa do ciclo para 2030. Oportunidade de minutos em campo, algo que tem sido escasso com a camisa do Chelsea.
Um dos destaques do Brasil de Carlo Ancelotti até sofrer o problema que o impediu de disputar o Mundial, o jovem de 19 anos receberá do italiano a sequência que tem faltado com Xabi Alonso. Na atual temporada pelo clube de Londres, são apenas 148 minutos em campo distribuídos em seis partidas, apenas duas como titular.
A falta de oportunidades pelo Chelsea gerou burburinho na imprensa inglesa. Mais do que a capacidade com a bola, questões táticas e defensivas são apontadas como determinantes para a escolha do treinador espanhol. Estêvão evita conflito e é diplomático ao tratar o tema:
“Cada técnico tem sua maneira de jogar, e claro que a gente trabalha todos os dias, dá o nosso melhor todos os dias. É isso que eu faço. A gente tem muito jogador de extrema qualidade no Chelsea. Foco naquilo que eu posso controlar. Quando eu recebo oportunidade, eu tento dar o meu melhor. Todas as oportunidades que eu tive, acho que tenho agarrado muito. Eu tento controlar aquilo que eu posso e deixar o dia de amanhã na mão de Deus. Confio muito em mim também”.
Ao mesmo tempo em que busca espaço, Estêvão se cuida para se manter saudável após uma primeira temporada de idas e vindas ao departamento médico do clube inglês. Em 2025/26, foram cinco lesões, 129 dias no DM e 24 jogos de ausência até o problema mais grave que o tirou da Copa:
“Eu tenho me cuidado bastante todos os dias. Claro que nenhum jogador deseja machucar, então é uma coisa que infelizmente aconteceu muito ano passado. Eu estou me prevenindo bastante, estou fazendo muita fisioterapia, cuidando bastante do meu corpo, alimentação, sono, coisas que um atleta precisa para render ao máximo no campo. Estar disponível para mim é uma alegria imensa, coisa que eu nem sempre tive ano passado. Só de estar em campo eu já fico muito feliz”.
A ausência no Mundial, por sinal, é assunto superado para Estêvão. Acompanhar a campanha decepcionante do Brasil pela televisão não foi fácil, mas com o passar do tempo o atacante soube lidar com a versão torcedor.
“Os primeiros dias foram muito difíceis, mas, graças a Deus, pude fazer uma excelente recuperação e voltar aos gramados, à Seleção Brasileira. Depois que o primeiro mês passou, que a ficha caiu, a coisa mais importante para mim foi torcer para a Seleção Brasileira. A cada jogo, a cada gol, eu comemorava muito, porque eu sei as pessoas que estavam envolvidas, sei o quanto é importante para cada atleta que estava lá. Então, foi um momento que a única coisa que eu foquei foi torcer para o melhor da Seleção Brasileira”.
Convocado pela primeira vez por Dorival Júnior após a Copa América de 2024, Estêvão soma 11 partidas pela Seleção, com cinco gols marcados - todos sob o comando de Carlo Ancelotti. A última participação, por sua vez, foi em novembro do ano passado, quando fez o gol brasileiro no 1 a 1 com a Tunísia.
Fonte: DA REPORTAGEM
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