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ANTT promete definição sobre duplicação da BR-163 nos próximos dias
Duplicação da rodovia virou uma novela sem fim, mas diretor promete ‘solução final’
06 de Outubro de 2021 as 16h 40min
Apenas trechos urbanos são duplicados, como em Sorriso – Foto: Fator MT
A duplicação da BR-163 de Cuiabá em direção ao Nortão parece uma novela sem fim. Mas o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rafael Vitale Rodrigues, destacou nesta semana que o Governo Federal está empenhado em buscar soluções para retomada de suas obras de melhorias e duplicação.
São 850,9 km entre Sinop e a divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, concessionados à Rota do Oeste, cujo trecho do km 0 até Cuiabá já passou por duplicação quase total. Entretanto, da Capital em direção ao Nortão, pouco (ou quase nada) foi feito, especialmente do Posto Gil até Sinop – apenas trechos urbanos, como Nova Mutum, Sorriso e Sinop, há tráfego em duas pistas. “A solução final será anunciada nos próximos dias”, afirmou Vitale, em reunião com o deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC).
Em nota, a ANTT destacou que é “sensível ao assunto, em especial pelo impacto na segurança viária em decorrência do atraso nas obras”. Ressaltou ainda que a solução buscada deve atender ao interesse público e manter a concessão de forma sustentável.
“Há tratativas para solução da questão por meio de troca de controle da concessão, mas isso depende de acordo entre particulares. Em paralelo, corre a instrução para abertura do processo de caducidade do contrato de concessão junto à concessionária Rota do Oeste. Outra opção é a própria concessionária optar pela devolução amigável do contrato”, detalhou a ANTT.
LONGOS 8 ANOS
O leilão de concessão da BR-163 foi feito em novembro de 2013. Em março do ano seguinte, a rodovia foi outorgada à concessionária, com permissão para iniciar a cobrança de construção de praças de pedágio após a conclusão de 10% das obras previstas. Pelo contrato, a Rota do Oeste é responsável por duplicar 453,6 km. O investimento previsto para todas as frentes era de R$ 4,6 bilhões (sendo R$ 2,3 bilhões somente para duplicação).
As obras deveriam ser concluídas até março de 2019, mas a empresa interrompeu em 2016, tendo executado apenas 117,6 km de duplicação (26% do previsto). Atualmente, restam 335 km sem duplicar (74%).
Falta ainda realizar 375 km de recuperação e 27 km de marginais. Devido aos atrasos, de 2019 a 2021, a Rota do Oeste foi autuada mais de 160 vezes pela ANTT, com multas que ultrapassam R$ 565 milhões.
COBRANÇA INDEVIDA?
Mesmo sem realizar os trabalhos, a concessionária continua arrecadando com as nove praças de pedágio, sem conceder descontos, como é previsto no contrato caso haja atrasos. Ou seja, a Rota do Oeste estaria realizado a cobrança indevidamente.
Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), instaurada para acompanhar esta questão, constatou que somente a não execução da duplicação deveria implicar em 23% de desconto na tarifa aplicada atualmente nas praças.
Em outro ponto, o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos apontou que de 2014 a 2020, foram registrados mais de 9,9 mil acidentes no trecho de concessão, com mais de 550 mortes. Ainda são mais de 1,5 mil feridos (graves e moderados), e mais de 6,6 mil com ferimentos leves.
A OAB Mato Grosso e diversas entidades ligadas ao setor produtivo reforçam as cobranças para a duplicação ser feita, considerando as centenas de carretas e caminhões que trafegam diariamente e o grande número de acidentes com mortes.
Fonte: DA REPORTAGEM – com Só Notícias
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