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AO AMARANTHUS PALMERI: Controle cultural e químico: a melhor opção no combate
São realizados aplicação de herbicidas e semeadura estratégia
30 de Janeiro de 2020 as 06h 00min
Foto: Divulgação
ASSESSORIA
DE IMPRENSA
Pesquisa foi apresentada em trabalho da Embrapa Sinop
O uso do controle químico, com aplicação de herbicidas em pré e pós-emergência, e de controle cultural, com semeadura de braquiária em consórcio com milho, é uma das estratégias mais eficientes de manejo do Amaranthus palmeri. A conclusão é de uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Embrapa em Mato Grosso, estado em que a planta daninha foi encontrada pela primeira vez no Brasil em 2015.
A rotação de culturas e de mecanismos de ação de herbicidas também é fundamental para evitar novas seleções de resistência. Os resultados do trabalho estão disponíveis na publicação “Estratégias de controle de Amaranthus palmeri resistente a herbicidas inibidores de EPSPs e ALS” da Embrapa Agrossilvipastoril.
Considerada uma planta do tipo C4, o Amaranthus palmeri tem crescimento acelerado e compete com a cultura agrícola por água, nutrientes, espaço, luz e CO2. Nos Estados Unidos, onde a ocorrência é mais comum, chega a causar queda na produtividade de 79% na soja, 91% no milho e 77% no algodão, conforme dados de pesquisas norte-americanas.
Embora esteja em processo de erradicação no país, o Amaranthus palmeri, ou caruru-gigante, como também é conhecido, preocupa os produtores. Além de ter grande potencial de se disseminar pelas lavouras, chegando a produzir até 600 mil sementes por planta, a invasora possui resistência múltipla a herbicidas inibidores da EPSPs e da ALS. No biótipo encontrado em Mato Grosso foi constatada resistência a glifosato (glyphosate), chlorimuron-ethyl, cloransulam-methyl e imazethapyr.
ARGENTINA
No Brasil, o Amaranthus palmeri foi encontrado apenas em Mato Grosso, com ocorrência pontual em determinada região. Acredita-se que a infestação tenha sido causada pelo uso de máquinas importadas dos Estados Unidos que continham sementes.
Na Argentina, a planta daninha já está bem alastrada, com caso registrado de resistência ao glyphosate, o que representa um risco permanente para as lavouras brasileiras. Dessa forma, o conhecimento prévio sobre as melhores alternativas de controle torna-se estratégico para o país.
Ao mesmo tempo em que o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) trabalha na completa erradicação junto às propriedades onde a espécie foi encontrada, pesquisadores da Embrapa iniciaram uma pesquisa a fim de identificar as melhores estratégias de controle, caso a planta se disseminasse ou em caso de novas ocorrências.
Foram testadas medidas de controle em sistemas produtivos com a sucessão soja-algodão e na cultura do milho, as lavouras mais comuns em Mato Grosso. No caso do controle químico, foram usados herbicidas com diferentes mecanismos de ação em pré-emergência e pós-emergência. Na cultura do milho, além do controle químico, foi testado o consórcio com capim Marandu.
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