Noticias
Após 4 mil anos, é reveledo o segredo das princesas do Egito Antigo
24 de Julho de 2026 as 17h 36min
Vestígios preservados em esqueletos de princesas do Egito Antigo indicam que mulheres da família real desempenhavam atividades físicas exigentes, como arco e flecha e caça, contrariando a interpretação de que as armas encontradas em seus túmulos tinham apenas valor simbólico. A conclusão faz parte de um estudo publicado na última quinta (16) na revista Frontiers in Environmental Archaeology.
A pesquisa reavaliou seis múmias reais encontradas em Dahshur, complexo funerário egípcio onde integrantes da realeza foram sepultados há aproximadamente quatro mil anos. Os cientistas examinaram marcas deixadas nos ossos, sinais de lesões antigas e os objetos funerários associados a cada indivíduo.
Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento muscular observado nos esqueletos coincide com movimentos repetitivos exigidos pelo manejo de armas, enquanto fraturas cicatrizadas e outras evidências sugerem uma rotina fisicamente intensa, além de acesso a cuidados médicos considerados avançados para a época.
O trabalho concentrou-se em seis múmias reais descobertas em Dahshur no fim do século XIX. Esses restos mortais permaneceram desaparecidos por anos até serem localizados novamente durante um projeto de curadoria realizado no Museu Egípcio, em 2020. Entre os indivíduos analisados estavam quatro irmãs identificadas como filhas do faraó Amenemhat II, além da princesa Noub-Hotep e do rei Hor.
As princesas foram sepultadas com objetos tradicionalmente associados ao universo masculino, como arcos, flechas, maças (uma arma) e uma adaga encontrada no sarcófago da princesa Ita. Durante muito tempo, arqueólogos discutiram se esses artefatos representavam apenas símbolos de status ou se refletiam atividades exercidas em vida.
A nova análise favorece a segunda hipótese. Os pesquisadores identificaram inserções musculares bastante desenvolvidas nos membros superiores, compatíveis com movimentos repetitivos de alta intensidade, como tensionar um arco ou estabilizar uma arma durante seu uso.
A principal autora do estudo, Zeinab Hashesh, afirmou que as características observadas nos esqueletos reforçam a relação entre os objetos funerários e a rotina dessas mulheres. “Membros da família real, especialmente as mulheres, participavam ativamente de atividades especializadas e fisicamente exigentes, como arco e flecha e caça”, declarou.
Hashesh também explicou que o desenvolvimento ósseo acompanha o tipo de esforço necessário para o uso contínuo dessas armas. “Encontramos desenvolvimento acentuado nos membros superiores desses indivíduos, o que corresponde a ações repetitivas e intensas, como puxar a corda de um arco ou estabilizar uma arma, demonstrando que essas atividades faziam parte de sua rotina durante toda a vida”.
Além das adaptações musculares, os especialistas identificaram diversas lesões já consolidadas. A princesa Itaweret, por exemplo, sobreviveu a fraturas nas costelas e em ossos do pé. Na avaliação da equipe, esses ferimentos podem ter sido provocados por quedas, impactos ou outros acidentes relacionados a um estilo de vida fisicamente exigente.
Os exames também revelaram indícios de infecções, deficiências nutricionais e alterações raras na coluna vertebral compartilhadas pelas quatro irmãs. Para os autores, essa característica pode indicar elevado grau de parentesco entre seus pais e outros membros da família.
Fonte: DA REPORTAGEM
Veja Mais
Sesi MT abre seleção para estagiários de +50 anos
Publicado em 24 de Julho de 2026 ás 16h 36min
Falso pastor é preso em MT após romper tornozeleira
Publicado em 24 de Julho de 2026 ás 15h 34min
Cacau despenca quase 5% na ICE com dúvidas sobre demanda
Publicado em 24 de Julho de 2026 ás 14h 32min
