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Terça Feira, 08 de Setembro de 2026

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Apenas 1 em cada 5 motociclistas de app tem cobertura previdenciária

08 de Setembro de 2026 as 14h 18min

O Brasil tem cerca de 405 mil pessoas que trabalham como motociclistas de aplicativos, como os de transporte de passageiros e entrega de comida e produtos. Desses, apenas 79 mil têm cobertura previdenciária, o que representa 19,4%, equivalente a um em cada cinco.

Para efeito de comparação, quando se leva em conta todas as pessoas ocupadas no setor privado no país, o índice de cobertura previdenciária é de 62,4%. Considerando todos os motociclistas do país, plataformizados ou não, o índice de cobertura é 31%.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

Os dados fazem parte de um módulo especial sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O instituto coletou informações em 2025 para medir o contingente de trabalhadores por aplicativo no país, classificados como “plataformizados”.

O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, aponta que a “pequena parcela dos condutores plataformizados” protegidos pela previdência contrasta com o perfil da atividade.

“Eles podem estar expostos a acidentes e outros riscos relacionados à ocupação”, diz.

O levantamento do IBGE aponta que, de 2024 para 2025, houve aumento de 15,4% no número de motociclistas plataformizados. Já no período de 2022 (primeiro ano da pesquisa) a 2025, o número praticamente dobrou, indo de 211 mil para 405 mil pessoas.

A pesquisa é considerada pelo IBGE como experimental, ou seja, em fase de teste e sob avaliação. Em 2023 não houve coleta de informações.

O levantamento detalha que os motociclistas de apps receberam, em média, R$ 2.221 mensais. Esse valor é o que foi efetivamente “retirado”, conforme explica o IBGE. O cálculo desconta, por exemplo, o gasto com combustível.

Os motociclistas plataformizados tinham jornada semanal de 44,9 horas, enquanto os não relacionados a app trabalhavam 41,1 horas.

O rendimento médio por hora dos plataformizados (R$ 11,4) era 12,9% superior ao rendimento dos não plataformizados (10,1).

Fonte: DA REPORTAGEM - Agência Brasil

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