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Apenas coletar dados não é suficiente para a semeadura de precisão entregar resultado
26 de Fevereiro de 2026 as 08h 48min
Agricultura de alta performance entra em uma etapa mais exigente – Foto: Divulgação
Com a produção brasileira de grãos estimada pela Conab em 353,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26, em uma área de 83,9 milhões de hectares, a margem para erro operacional na semeadura fica menor.
Nesse contexto, a discussão sobre agricultura de precisão sai do volume de dados e entra na usabilidade: como transformar informação de campo em regulagem prática, no momento certo.
A própria definição técnica mais recente de agricultura de precisão reforça esse ponto: trata-se de uma estratégia de gestão que coleta, processa e analisa dados para apoiar decisões conforme a variabilidade da lavoura, ou seja, dado sem interpretação não fecha o ciclo. A formulação foi revisada em janeiro de 2024 pela International Society of Precision Agriculture (ISPA).
Na prática, a Crucianelli, desenvolvedora de máquinas agrícolas, posiciona esse desafio no centro da operação. Segundo Maximiliano Cassalha, gerente comercial da Crucianelli Brasil, as plantadeiras captam em tempo real indicadores como índice de qualidade de semeadura, população, falhas, duplas e desempenho do dosador.
“Hoje o desafio já não é gerar dados, mas interpretá-los corretamente. A aplicação útil da telemetria depende de contexto agronômico e capacidade de ajuste durante o trabalho”, informou.
Segundo o especialista, nos equipamentos da marca, esse fluxo é feito por meio de uma plataforma de telemetria, para disponibilizar dados ao produtor e ao consultor técnico. “No desenho operacional descrito, o ganho aparece quando a informação sai do painel e vira ação de campo, por exemplo, correção de velocidade de plantio, distribuição de sementes, população e dosagem de fertilizantes”, explica.
Esse raciocínio é consistente com evidências técnicas de semeadura. Publicação da Embrapa sobre cultivo de milho indica que operar acima da velocidade recomendada eleva falhas e duplas, piora uniformidade de profundidade e reduz população final de plantas.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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