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Domingo, 05 de Julho de 2026

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Apple: fotos e fornecedores do iPhone 18 Pro vazam na dark web após ataque à Tata

05 de Julho de 2026 as 06h 27min

Fotos e documentos detalhados do iPhone 18 Pro – modelo previsto para setembro – foram expostos na dark web como parte de um vazamento de dados sofrido pela Tata Electronics, fornecedora indiana da Apple, segundo documentos revisados pela Reuters e uma fonte familiarizada com o assunto.

O ataque foi reivindicado pelo grupo de ransomware World Leaks, que publicou mais de 200 mil arquivos. Entre eles estão pelo menos seis documentos que mapeiam centenas de componentes do iPhone 18 Pro aos fornecedores específicos responsáveis por cada peça – incluindo chips da placa principal, partes da bateria e câmeras.

Os arquivos incluem fotografias do iPhone 18 Pro em testes de queda realizados em uma das fábricas da Tata no início de 2026. As imagens mostram um aparelho cinza com três câmeras traseiras e o logo da Apple, com marcas d’água “confidencial” da empresa e codinomes internos consistentes com a geração do iPhone 18 Pro, segundo a fonte.

Os documentos também revelam quais componentes têm múltiplos fornecedores e quais dependem de apenas alguns – expondo tanto a capacidade de barganha da Apple quanto suas vulnerabilidades na cadeia de suprimentos.

A Apple não divulga publicamente o mapeamento de fornecedores por componente. A exposição dessas informações preocupa a empresa, especialmente por se tratar de um modelo ainda não lançado, segundo a fonte ouvida pela Reuters.

A Tata é uma das parceiras de fabricação mais importantes da Apple fora da China. A Índia deve fabricar 26% dos iPhones do mundo em 2026 – ante 6% há quatro anos, segundo a consultoria Counterpoint.

O vazamento ameaça essa relação e pode beneficiar concorrentes, falsificadores e os próprios fornecedores da Apple, que teriam acesso a informações sobre quem fabrica o quê na cadeia produtiva. O grupo World Leaks também reivindicou um ataque anterior à Nike. A Reuters não verificou a autenticidade dos dados e não conseguiu contato com o grupo.

A Apple investiga o caso e trabalha com a Tata em medidas de longo prazo, segundo reportagens anteriores da Reuters. A Tata restringiu o acesso interno a sistemas sensíveis e contratou uma consultoria global para conduzir uma auditoria forense.

O vazamento ocorre em momento delicado: a Apple aumentou os preços de iPads e MacBooks na semana passada devido ao aumento nos custos de chips de memória e armazenamento, com analistas esperando reajustes também nos iPhones nos próximos meses.

Fonte: DA REPORTAGEM

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