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Armadilhas utilizam ondas eletromagnéticas no monitoramento de pragas no campo
28 de Abril de 2026 as 08h 45min
Tecnologia é uma solução eficaz principalmente no controle do bicudo-do-algodoeiro – Foto: Divulgação
O cultivo do algodão, uma das culturas de maior valor agregado do agronegócio brasileiro, exige um nível elevado de manejo e atenção por parte dos produtores. Altamente sensível a fatores climáticos, nutricionais e, principalmente, ao ataque de pragas, o algodoeiro demanda estratégias precisas e eficientes para garantir produtividade e rentabilidade no campo.
Entre os principais desafios enfrentados, destaca-se o bicudo-do-algodoeiro, considerado a praga mais temida dos cotonicultores, responsável por prejuízos que ultrapassam R$ 3 bilhões a cada safra no Brasil.
Diante desse cenário desafiador, a busca por soluções inovadoras torna-se essencial para a sustentabilidade da produção.
É nesse contexto que a Fox Agritech, uma startup mato-grossense, apresenta ao mercado uma armadilha inédita, desenvolvida para auxiliar no controle do bicudo-do-algodoeiro, reunindo tecnologia de ponta, eficiência no monitoramento e compromisso com práticas mais sustentáveis no campo.
A solução, que utiliza ondas eletromagnéticas, foi desenvolvida pelo técnico agrícola, Kennedy Martins Gnoatto, um jovem empreendedor de apenas 25 anos que superou dificuldades familiares e financeiras em busca de um futuro melhor.
“Tive uma infância muito difícil; inclusive, fui morar em um colégio interno em decorrência de desentendimentos familiares. Porém, sempre foquei em trabalhar e estudar. Formei-me e comecei a pesquisar sobre pragas nas lavouras. A partir daí, fui me aprofundando na compreensão dos padrões de comportamento dos insetos, como migram e como identificam as culturas que podem atacar”, disse.
Munido dessas informações, as pesquisas avançaram até as ondas eletromagnéticas. O objetivo era descobrir o quanto os insetos enxergam de fato, quais são os seus cones de visão e quais são suas faixas do espectro. “Virei muitas noites sozinho estudando e pesquisando maneiras de diagnosticar o que podia ou não atrair os insetos para a armadilha. O desafio foi ajustar a tecnologia para não aproximar inimigos naturais, como abelhas e joaninhas, algo que desestabilizaria o ecossistema, além de configurar um crime ambiental”, destacou Gnoatto.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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