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Segunda Feira, 16 de Março de 2026

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ARROZ CARO: Elevação no preço deve se manter até ano que vem

Preferência pela exportação é apontada como um dos fatores da disparada no preço

09 de Setembro de 2020 as 09h 00min

Arroz teve o preço elevado nos supermercados – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

Um dos alimentos mais consumidos pelo brasileiro, o arroz está com o preço muito elevado e as pessoas têm reclamado. O pacote de cinco kg, que antes era vendido pelo preço médio de R$ 15, passou a ser comercializado a R$ 25. Segundo especialistas, a alta deve perdurar até o ano que vem. Numa rápida pesquisa em supermercados de Sinop, a reportagem do Diário do Estado MT constatou que o cereal varia de R$ 15 até R$ 26,90. Em outras regiões, como em Belo Horizonte/MG, os preços variam entre R$ 19 e R$ 30.

Alguns fatores que interferem no valor do arroz: relação de estoque da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Governo Federal; produtor descapitalizado; expansão do consumo nacional e internacional de arroz; elevado patamar do dólar e dos preços internacionais e redução das exportações tailandesas, o maior exportador mundial. Até poucos dias, o pacote de cinco kg de arroz custava de R$ 12 a R$ 15.

O abastecimento deve se normalizar a partir de fevereiro do ano que vem, na próxima safra. Até lá, o arroz vai continuar em alta. Um dos motivos do desabastecimento de arroz no mercado nacional é porque o sul do país exportou muito no início de 2020, fazendo com que o arroz subisse.

Conforme a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), itens como óleo de soja, feijão, leite e carne também tiveram aumentos significativos por causa de exportação.

O ano de 2020 não tem sido favorável quando o assunto envolve itens básicos. A carne continua com o preço elevado, assim como o ovo, cujo preço chegou a custar R$ 18 o pente com duas dúzias e meia em alguns supermercados, e o gás de cozinha, que sofreu o sexto reajuste consecutivo desde o mês de maio, conforme anunciado no fim do mês de agosto. Recentemente, o óleo de soja chamou a atenção ao alcançar quase 80% de aumento no preço, que antes era de aproximadamente R$ 3,50. Para quem não vive sem feijão no prato, a refeição já está salgada há algum tempo. O pacote de um quilo do tipo carioca tem sido comercializado a aproximadamente R$ 5. O feijão vermelho já chegou a valer R$ 12, meses atrás e atualmente está na casa dos R$ 8.

O preço do queijo muçarela é outro cuja alta assusta. O alimento custava, em média, R$ 25 em junho. Na sexta-feira, entretanto, foi encontrado em supermercados a preços que variavam de R$ 34 a R$ 39 o kg. Já o litro do leite longa vida integral, que tinha preço médio de R$ 3, subiu para a média de R$ 4.

 

PATRIOTISMO

Em conversa com apoiadores na última semana, o presidente da República, Jair Bolsonaro, assegurou que mantém diálogo com intermediários e com representantes de redes de supermercados para tentar evitar uma alta maior nos produtos da cesta básica. “Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro”, apelou.

Em nota publicada no dia 3 de setembro, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), afirmou que o setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja tiveram aumentos significativos. Ainda segundo a entidade, tem mantido diálogo com o Ministério da Agricultura e representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento.

 

SUBSTITUIÇÃO

A nutricionista Natália Stofel orienta sobre o que pode ser preparado em substituição ao arroz, que faz parte do grupo dos carboidratos. “Caso as pessoas escolham fazer consumidor outro item, o ideal é que substitua por alimentos do mesmo grupo, como mandioca, batata doce, inhame e banana da terra, milho verde, batata e macarrão também”, aconselha.

Natália alerta que é essencial fazer essa substituição, pois o cereal pertence a um grupo de carboidratos que tem função de fornecer energia de forma rápida. “Por isso a importância de consumir outro alimento semelhante, para que se tenha uma alimentação equilibrada, mesmo sem o consumo do arroz”, conclui.

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