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Domingo, 26 de Abril de 2026

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As mulheres do agro

08 de Março de 2022 as 11h 00min

O agronegócio tem, historicamente, uma cultura masculinizada, que abre poucos espaços para mulheres no mercado de trabalho. Até os anos 2000, apenas 1% das propriedades rurais brasileiras eram comandadas por mulheres, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Atualmente, este número já ultrapassa os 10%, demonstrando os avanços na igualdade de gênero do setor, mas ainda há um longo caminho pela frente.

Segundo Anthony Giddens, as mudanças nas relações emocionais entre os gêneros impulsionaram mudanças na construção da identidade individual, sobretudo a identidade feminina, fazendo com que as mulheres da atualidade questionem seu papel no meio social e reclamem igualdade em relação aos homens. Portanto, mesmo em um ambiente predominantemente dominado pela figura masculina, como o do agronegócio, existe uma tendência natural de que as mulheres lutem por maior protagonismo no meio.

Estudos da ONU (Organização das Nações Unidas), que objetivam os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), demonstram que uma divisão social e de gênero do trabalho igualitária propicia uma estratégia de desenvolvimento e combate à pobreza e à fome.

Contudo, ainda há um grande caminho para que esta igualdade seja alcançada no agro. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os trabalhos disponíveis para mulheres no meio são, em sua maioria, de período parcial, informais, empregos esporádicos e autoempregos, além de remunerar cerca de 17% menos às mulheres que aos homens. Portanto, é importante que as mulheres do campo tenham acesso à maior capacitação, aumentando sua geração de renda, alcançando uma cadeia produtiva do setor mais complexa e propiciando, assim, uma maior autonomia financeira para estas mulheres.

Ademais, associações femininas do agronegócio e selos de produção feminina são suportes à luta pela igualdade de gênero no setor. As cooperativas, por exemplo, se tornam palco do protagonismo feminino, assegurando posições de liderança e tomada de decisões pelas mulheres, além de incentivar a criação de postos de trabalho em atividades sustentáveis e a autonomia econômica de comunidades locais, provando que essa equidade no setor é benéfica não apenas às mulheres, mas para vários setores da sociedade que, com tal apoio, se desenvolvem economicamente e socialmente.


MAURÍCIO MUNHOZ FERRAZ É SOCIÓLOGO, CONSULTOR E PROFESSOR DE ECONOMIA; ESCREVEU ESSE ARTIGO AO LADO DA ESTUDANTE SARA NADUR

Fonte: MAURICIO MUNHOZ

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