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Associação quer suspender obra que degradará região na Chapada
MPE, Sema e Prefeitura foram notificados sobre obra de drenagem de novo bairro
30 de Novembro de 2021 as 06h 00min
Erosão já causada por uma drenagem feita na região do Jamacá – Foto: Divulgação
Moradores do bairro Jamacá, em Chapada dos Guimarães, se mobilizaram para que o Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Prefeitura suspendam as obras de drenagem e asfaltamento na região, que irá degradar duas nascentes.
Os membros da Comissão de Defesa da Cabeceiras dos Jamacá citam, em documento, uma “tragédia anunciada” - já que obra semelhante degradou a nascente do córrego Olho D’água e deve fazer o mesmo no ribeirão Jamacá.
“A drenagem das águas pluviais de bairros da periferia de Chapada, situados na região de um complexo de nascentes do ribeirão Jamacá, provocou o colapso ambiental do córrego Olho D'água, outrora exuberante e puro”, afirmou Mario Friedlander, que faz parte da associação.
“Agora querem repetir o erro nas imediações, logo acima das primeiras nascentes do córrego Cabeceira do Jamacá, o principal formador do ribeirão Jamacá e um dos mais preservados de toda a Chapada dos Guimarães. Não podemos permitir que isso aconteça”, ponderou.
As obras fazem parte de um projeto da Prefeitura de Chapada dos Guimarães que visa asfaltar, drenar e sinalizar as ruas de um novo bairro chamado Nova Chapada, localizado em frente à Reserva Municipal dos Olhos D’água. O objetivo da ação é levar estrutura sanitária aos moradores da periferia. No entanto, os moradores alegam que as drenagens das ruas estão despejando diversos resíduos nas nascentes devido ao fluxo da chuva.
“Nosso pedido, visa tão somente, que seja feita uma nova vistoria por parte da Sema, com o acompanhamento de outros órgãos e técnicos, além de membros da comunidade residente no Vale do Jamacá, localizado a jusante do empreendimento e que será impactado negativamente pela drenagem superficial proposta no projeto da Prefeitura”, afirmaram em oficio.
A comissão também notou que moradores estão usando este mesmo fluxo para despejar lixos domésticos. Os despejos caem direto nas águas cristalinas, que estão se tornando impróprias para o consumo. Fotos tiradas pelos moradores mostram a área natural com os resíduos, como pneus e diversos sacos plásticos que se prendem nos galhos de árvores e boiam nas águas. Eles também se assustaram ao encontrarem dezenas de manilhas grandes e pequenas apontando para a região das cabeceiras. “A destruição dos cursos de água em Chapada dos Guimarães é uma tragédia que vem ocorrendo de maneira silenciosa e invisível aos olhos de quem a visita”, afirmam.
Como medida, a Comissão encaminhou um pedido formal à Sema solicitando que a Secretaria suspenda temporariamente a Licença de Instalação (LI) para que seja feita uma nova vistoria na área. A fiscalização deve ocorrer com participação de outros órgãos públicos e da comunidade residente no Vale do Jamacá, que será impactado negativamente com a drenagem.
“É necessário e urgente, para exigir que os ecossistemas sejam cuidados e respeitados em projetos de infraestrutura realizados pela Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães e outras iniciativas produtivas que façam uso dos recursos hídricos, que são um patrimônio de todos nós”, alertam.
Fonte: MÍDIA NEWS
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