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Sexta Feira, 10 de Julho de 2026

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Asteroides ameaçam a Terra? Entenda como cientistas monitoram rochas espaciais

10 de Julho de 2026 as 16h 28min

Asteroides cruzam a órbita da Terra o tempo todo. Alguns passam a milhões de quilômetros de distância, enquanto outros chegam relativamente perto do planeta. Embora nenhuma dessas aproximações represente risco imediato, elas levantam uma pergunta que desperta a curiosidade de cientistas e do público: como sabemos quando uma rocha espacial pode se tornar uma ameaça?

Embora muita gente associe essa missão exclusivamente à NASA, a realidade é bem diferente. A vigilância dos chamados asteroides potencialmente perigosos depende de uma ampla colaboração internacional que reúne universidades, centros de pesquisa, agências espaciais e cientistas cidadãos espalhados pelo mundo.

No Brasil, um dos destaques é justamente o SONEAR. Mantido por astrônomos amadores em Minas Gerais, o observatório participa ativamente dessa rede de monitoramento e já contribuiu para a descoberta de dezenas de asteroides próximos da Terra. “Nós descobrimos aproximadamente 50 asteroides próximos da Terra”, destaca Cristóvão Jacques.

De tempos em tempos, um novo asteroide chama atenção ao passar perto do planeta. É o caso do 152637 (1997 NC1), que fará uma aproximação neste sábado (27). Apesar de ter entre 750 e 1.650 metros de diâmetro, o objeto não representa perigo: segundo estimativas, ele passará a cerca de 2,56 milhões de quilômetros da Terra, aproximadamente 6,6 vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Segundo Cristóvão Jacques, a maior parte desse trabalho é realizada por observatórios dedicados exclusivamente à busca desses objetos. “Tem o telescópio do observatório Pan-STARRS, que fica no Havaí. E tem o telescópio ATLAS, que começou no Havaí com dois observatórios. Hoje ele tem um no Chile, outro na África do Sul e um nas Ilhas Canárias. Então, hoje são cinco observatórios do ATLAS. E, basicamente, são esses observatórios que descobrem a maioria, a grande maioria, dos objetos próximos da Terra”.

Depois de descobertos, esses corpos passam a ser acompanhados continuamente para que suas órbitas sejam refinadas e qualquer risco futuro possa ser identificado com antecedência.

Outro destaque do episódio é o asteroide Apophis, cuja aproximação em 2029 é considerada um dos eventos astronômicos mais importantes das próximas décadas. A expectativa em torno da passagem foi tão grande que inspirou a criação do Ano Internacional da Defesa Planetária, iniciativa voltada para ampliar o debate sobre o monitoramento de ameaças vindas do espaço.

Ilustração artística realista mostra um grande asteroide rochoso e cinzento em primeiro plano, flutuando no espaço, com o planeta Terra azul e iluminado ao fundo.

Fonte: DA REPORTAGEM

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