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Ausência de visão pode comprometer desempenho escolar das crianças
10 de Maio de 2023 as 07h 03min
Problemas comprometem a qualidade de vida e aprendizado – Foto: Divulgação
De acordo com o médico oftalmopediatra Dr. Diogo de Paula Soares, que atende no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, o esforço para ler contraindo os olhos ou franzindo a testa e constantes queixas de dores de cabeça, podem indicar alterações na visão. Esses problemas comprometem a qualidade de vida e aprendizado das crianças.
Dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), apontam que cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de doença visual. Dentre os problemas estão os refracionais como miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Outro fator preocupante, apontado pela CBO está relacionado ao crescimento das doenças oftalmológicas provocadas pelo efeito pós-pandemia. Um estudo elaborado a partir da base de dados do Ministério da Saúde indica uma certa preocupação com a ausência do retorno oftalmológico, com o público de 0 a 19 anos.
Para os especialistas: “se a criança não vai ao oftalmologista, ela não recebe um diagnóstico”. Visando entender a importância da consulta com o oftalmopediatra, o Dr. Diogo respondeu as principais dúvidas apontadas pelos pais no consultório.
Hospital e Maternidade Dois Pinheiros (H2P): Quando devo levar o meu filho ao oftalmopediatra?
Dr. Diogo de Paula Soares (DPS): Logo ao nascimento deve ser realizado o teste do olhinho, de preferência na própria maternidade. Se esse exame estiver normal, a criança faz novas avaliações aos 06 meses de vida; com 01 ano e depois anualmente até os 08 anos.
H2P: Por que é importante fazer o check-up antes da volta às aulas?
DPS: Para detectar a necessidade de a criança usar ou não óculos (diagnóstico de miopia, hipermetropia e astigmatismo) e para excluir doenças oculares, como conjuntivites, alérgicas e estrabismo.
H2P: É verdade que os eletrônicos fazem mal para a visão da criança?
DPS: Sim, podem causar miopia progressiva e ressecamento ocular (síndrome do olho seco).
H2P: Existe um limite de tempo para o uso de eletrônicos? Por quê?
DPS: Sim. Como referência, até 2 anos o uso de telas deve ser o mínimo possível; até 10 anos uma hora a 90 minutos por dia e a partir de então 2h por dia. Lembrando que quanto menor a tela e mais próxima ela estiver, maiores serão os prejuízos.
Pelas razões da pergunta anterior.
H2P: As crianças podem utilizar óculos de sol?
DPS: Sim, desde que tenha proteção ultra violeta. Importante adquiri-los em óticas de confiança, que forneça um certificado das lentes.
H2P: Existem exercícios para estimular o desenvolvimento da visão?
DPS: Sim, mas são limitados e indicados em crianças com baixa visão que não respondem totalmente aos óculos.
H2P: É natural as crianças coçarem os olhos?
DPS: Somente quando estão com sono. A coceira excessiva pode causar alterações na visão (astigmatismo elevado e ceratocone), além de agravar o quadro alérgico.
H2P: Quais os sinais e sintomas que auxiliam os pais e o oftalmologista na hora de identificar um problema de visão infantil?
DPS: Dores de cabeça, dor nos olhos, coceira ocular, constante dificuldade de aprendizagem, quedas excessivas e estrabismo. No primeiro ano de vida devemos também ficar atentos ao lacrimejamento excessivo e à fotofobia.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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