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Terça Feira, 03 de Novembro de 2026

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Bancada de MT vota “sim” pelo fim da escala 6x1

18 de Outubro de 2026 as 06h 40min

PEC prevê jornada de 40 horas e dois dias de descanso - Foto: Montagem

A bancada de Mato Grosso no Senado fechou questão a favor de uma das mais relevantes mudanças nas relações de trabalho desde a Constituição de 1988. Os três representantes do Estado — Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) — apoiaram a PEC que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

A convergência dos senadores mato-grossenses contrasta com a diferença de postura após o resultado: enquanto Fávaro e Jayme divulgaram manifestações públicas, Fagundes não havia comentado a decisão até o momento. 

Para Fávaro, a aprovação justificou sua trajetória no Congresso e representou uma conquista para quem depende do próprio trabalho para viver. “Só por esse dia já valeu muito a pena ser senador por Mato Grosso”, afirmou.

Jayme Campos também associou a mudança à melhoria das condições de vida. “Votei sim à PEC que põe fim à escala 6x1, porque acredito que desenvolvimento também significa garantir mais dignidade, descanso e qualidade de vida”, escreveu. 

O senador disse ter feito questão de se posicionar ao lado dos trabalhadores durante a votação. Pelas regras aprovadas, a jornada será reorganizada para garantir dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente consecutivos, com adoção do modelo 5x2. A redução ocorrerá em etapas: o limite semanal cairá para 42 horas a partir de 60 dias após a promulgação e chegará a 40 horas depois de mais 12 meses.

O texto mantém a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, dispensando uma nova análise dos deputados e permitindo o encaminhamento para promulgação. Defensores da proposta argumentam que a medida ampliará o tempo para convívio familiar, lazer, estudos e cuidados pessoais. Críticos, por outro lado, apontam possíveis efeitos sobre os custos operacionais, sobretudo em micro e pequenas empresas.

Fonte: DA REPORTAGEM

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