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Caixa Econômica amplia crédito habitacional com novas regras
15 de Outubro de 2025 as 08h 45min
Medidas devem injetar R$ 20 bilhões no setor – Foto: Divulgação
A Caixa Econômica Federal começou a operar novas regras para ampliar o acesso ao crédito imobiliário. As medidas devem injetar R$ 20 bilhões no setor e possibilitar o financiamento de 80 mil novos imóveis até o fim de 2026. O pacote, apoiado pelo Governo Federal, aumenta a cota máxima de financiamento de 70% para 80% do valor do imóvel e eleva o teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
As mudanças favorecem principalmente famílias com renda acima de R$ 12 mil, que enfrentavam dificuldades para obter crédito fora das taxas de mercado. Com a nova regra, o valor de entrada fica menor. Por exemplo, um imóvel de R$ 500 mil agora exige R$ 100 mil de entrada, ante os R$ 150 mil exigidos anteriormente.
O novo teto também amplia o uso do FGTS em imóveis de valor mais alto. Os compradores podem empregar o fundo como entrada, amortização do saldo devedor ou pagamento de parte das parcelas, reduzindo custos e aliviando o orçamento familiar. As condições valem para imóveis novos e usados, desde que dentro do limite de R$ 2,25 milhões.
Segundo a Caixa, o modelo ficará em fase de teste até o fim de 2026, quando poderá ser implementado de forma definitiva. A instituição, responsável por cerca de 70% dos financiamentos habitacionais do país, lidera a aplicação das novas regras.
As famílias com renda inferior a R$ 12 mil continuam atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, voltado à habitação popular. Já quem deseja simular o financiamento pode acessar o site da Caixa, que calcula valores e parcelas conforme o perfil do comprador.
As medidas também alteram o uso dos recursos da poupança. Até 2027, o percentual de depósitos compulsórios dos bancos cairá de 20% para 15%, liberando mais dinheiro para o crédito imobiliário. Após o período de transição, 100% dos recursos da poupança poderão ser usados em financiamentos habitacionais, encerrando a obrigação de destinar parte dos depósitos ao Banco Central.
Fonte: DA REPORTAGEM
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