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CALCÁRIO AGRÍCOLA : Com demanda aquecida, produção deve crescer 12% neste ano
Expectativa é de que as indústrias produzam mais de 10,6 mi de toneladas do insumo
10 de Junho de 2021 as 06h 30min
Setor espera uma nova expansão na demanda pelo insumo nesta safra – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
O Brasil nunca produziu tanto calcário agrícola quanto em 2020. Foram quase 45,3 milhões toneladas, salto de 4,5% em relação ao ano anterior. Em Mato Grosso, principal fornecedor do insumo no país, o crescimento foi ainda mais expressivo: quase 11%. As 34 indústrias instaladas no estado produziram juntas 9,5 milhões de toneladas. Um milhão a mais que em 2019. O avanço é reflexo do maior investimento dos agricultores na correção do solo, com foco na melhora do potencial produtivo das lavouras.
Na avaliação do presidente do Sinecal-MT, Ricardo Dietrich, o calcário agrícola é o insumo mais importante do agronegócio. “Viabiliza a produção quando faz a correção de acidez do solo e porque ele aumenta a produtividade quando ele potencializa a ação do fertilizante. Felizmente, o produtor agrícola tem essa mesma percepção, o consumo de calcário é crescente no Brasil e em Mato Grosso”, diz.
Com a valorização das principais commodities cultivadas no estado, como soja e milho, o setor espera uma nova expansão na demanda pelo insumo nesta safra. “Em 2021 a expectativa é de que esse crescimento seja até um pouco maior, na faixa dos 12%. Somos 34 indústrias de calcário agrícola em Mato Grosso. Todos nós temos muito orgulho em participar destes números e destes resultados positivos e crescentes do agronegócio do estado e do país. O produtor pode e deve contar conosco. Temos plenas condições de fornecer o calcário na quantidade e na qualidade que ele deseja”, afirma Dietrich.
A procura aquecida já movimenta o pátio das indústrias. Esta época do ano, marca o início da chamada “safra do calcário”, período em que a maior parte dos embarques é realizada. Proprietário de uma indústria na região de Nobres-MT, Kassiano Riedi confirma a maior movimentação. “Os agricultores procuram muito calcário neste momento aproveitando os fretes mais baratos do que os fretes cotados por eles nos meses de julho e agosto, quando é o pico da safra do calcário. Esse ano fizemos investimento pesado em produtividade para dar conta de atender tranquilamente esse possível aumento de demanda”, comenta.
Nos últimos 5 anos, a produção do insumo saltou 80% no estado. Um dos motivos é o maior conhecimento quanto aos benefícios do uso do calcário na agricultura, confirmados por pesquisas que analisam o seu efeito nas lavouras. É o que afirma o pesquisador Anderson Lange, que é doutor em Energia Nuclear na Agricultura. “A gente tem conduzido experimentos com calagem aqui na região de Sinop, Sapezal, Querência, Marcelândia, já desde 2014. Os resultados têm mostrado aumento significativo na produtividade. O efeito do calcário, como agente na correção do PH, no fornecimento de cálcio e magnésio, na melhoria de perfil de solo, na eficiência do uso dos nutrientes, no aumento do uso e potencializador do uso do fósforo, tem se mostrado positivo e as culturas têm respondido em produtividade, com aumento do número de grãos por planta, principalmente em soja, chegando aí a 10, 15 sacas por hectare numa calagem mais assertiva. Então, novamente é o momento de pensar na calagem para a próxima safra, que inicia os trabalhos agora após a amostragem de solo e com a correção do solo”, conclui.
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