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CAMPINÁPOLIS: Nascem primeiras bezerras “in vitro” de Mato Grosso
Programa conta com outros eixos de atuação voltados para o incentivo da atividade leiteira
31 de Dezembro de 2020 as 07h 00min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Já começaram a nascer em Mato Grosso as primeiras bezerras, fruto de fertilização in vitro e da transferência de embrião, pelo programa Mato Grosso Produtivo Leite. Pertencente ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), o programa é realizado em 33 cidades mato-grossenses e conta também com outros eixos de atuação voltados para o incentivo da atividade leiteira.
Já começaram a nascer em Mato Grosso as primeiras bezerras, fruto de fertilização in vitro e da transferência de embrião.
Entre as ações está a doação de doses de sêmen bovino, de resfriadores de leite, disponibilização de calcário para a recuperação das pastagens e também a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), com papel de servir de vitrine para o aprimoramento das práticas de manejo e incentivo aos produtores.
As primeiras bezerras a nascerem são de Campinápolis, na propriedade de Sinval José da Silva. Lá, 14 vacas passaram por transferência de embrião e quatro delas concluíram a gestação. “De primeira, ter esse resultado já nos ajuda muito, já que aqui, sem esse apoio do Estado, não teríamos condições de arcar com os custos de uma inseminação, que todos sabem são caras”, comenta Sinval Silva.
Além de Campinápolis, o programa Mato Grosso Produtivo Leite prevê a realização de prenhezes em propriedades familiares nas cidades de Terra Nova do Norte, Juína, Aripuanã e Itanhangá. No total serão realizadas 1.300 inseminações.
“O programa iniciado neste ano, mesmo com a pandemia, começou pequeno, mas ganhou corpo. Desenvolver o setor leiteiro é a nossa meta. Aumentar a média mato-grossense em pelo menos dez litros por vaca ordenhada. Este resultado representará mais renda, qualidade de vida, a permanência do produtor na atividade, ganhando dinheiro, cuidando de sua família e gerando renda para a sociedade”, explica o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral.
Ele comenta ainda que as prenhezes que integram o programa são para gerar animais fêmeas da raça girolando ½ sangue, através de acordos de cooperação com cooperativas e prefeituras.
“Essas instituições fornecem, como contrapartida, o mesmo número de prenhezes que o Estado fornece para os produtores da agricultura familiar. Já fechamos acordos com quatro cooperativas e uma prefeitura. A Seaf irá fornecer 650 prenhezes e os parceiros complementam com outros 650”, afirma Silvano.
No pacote de ações do programa estão incluídas as vacinas reprodutivas, exame de brucelose, tuberculose e medicamentos do protocolo hormonal.
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