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CANARANA - Guarda de bebê indígena enterrada viva é concedida ao pai Kayani Trumai Aweti, após decisão judicial.
02 de Agosto de 2019 as 16h 54min
Processo, que julga o caso da menina, segue na 1º Vara de Canarana – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
A guarda provisória da bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai foi concedida ao pai, Kayani Trumai Aweti, após decisão judicial. Com um ano e quatro meses, Analu estava sob tutela da Fundação Nacional do Índio (Funai) e acolhida na Casa da Criança e do Adolescente Hygino Penasso, em Canarana.
O processo, que julga o caso da menina, segue na 1º Vara de Canarana, sob responsabilidade do juiz Darwin de Souza Pontes, em segredo de Justiça. Em setembro do ano passado, a Justiça solicitou um exame de DNA para comprovar a paternidade da criança.
No último dia 28 de fevereiro, o Ministério Público Estadual se manifestou pela guarda a favor do pai da criança, Kayani Trumai Aweti, de outra etnia. Porém, havia também o interesse da mãe, que é adolescente e também de uma tia de Analu. Após o resultado positivo do exame de DNA, Kayani também foi submetido a estudos psicossociais e antropológicos, para avaliar se ele tinha condições de receber a menina.
RELEMBRE
O CASO
A criança foi resgatada por policiais militares após denúncia anônima, informando que uma indígena de 15 anos tinha dado à luz um bebê que havia sido enterrado ao lado da residência onde mora a família. A criança foi colocada na vala por volta de 14h e resgatada às 21h.
Investigações da Polícia Civil logo apontaram que a bisavó da recém-nascida, Kutsamin Kamayurá, 57 anos, e a avó Topoalu Kamayura, 33, premeditaram o infanticídio. A motivação seria porque não aceitavam que a adolescente fosse mãe solteira. Em depoimento, ambas confirmaram que haviam tentado que a adolescente abortasse a criança.
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