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Quinta Feira, 12 de Março de 2026

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Cattani propõe exame toxicológico para alunos e professores em universidades

26 de Dezembro de 2025 as 05h 05min

Deputado “sério” quer toxicológico para alunos… e talvez para si mesmo? – Foto: Divulgação

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) acaba de apresentar um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso propondo que universidades estaduais exijam exame toxicológico com resultado negativo para alunos ingressarem e professores assumirem seus cargos — com janela de detecção mínima de 180 dias e laudo feito até 60 dias antes de matrícula ou posse.

A ideia é que ninguém entre no ensino superior sem certificar, em laboratório, que passou os últimos seis meses limpinhos perante a lei da sobriedade acadêmica.

Segundo a proposta, o exame não seria arquivado pelas instituições e garantiria sigilo e direito à contraprova, e as universidades também teriam que implementar programas permanentes de prevenção ao uso de drogas e campanhas educativas ao longo do ano letivo.

O deputado garante que a medida “não fere a autonomia universitária” e que tem caráter “preventivo, não punitivo”, supostamente para “preservar a segurança, a saúde e a qualidade do ambiente universitário”.

Agora, se essa lógica de checagem obrigatória de histórico químico é tão essencial para quem vai aprender ou ensinar, por que não estendê-la também aos cargos públicos que propõem leis assim?

Talvez antes de querer saber o que o estudante ou o professor andou fazendo nos últimos seis meses, o deputado devesse sugerir um exame toxicológico para os próprios legisladores, com janela de detecção igual à exigida nas universidades.

Isso resolveria, de uma vez por todas, o mistério sobre como é que certas ideias — aparentemente extraídas diretamente de alguma prateleira de fervura ideológica — conseguem sobreviver até virar projeto de lei.7

Afinal, se é para preservar a segurança, a saúde e a qualidade do ambiente — neste caso o ambiente político —, seria no mínimo coerente que quem escreve as normas desse passo exemplar primeiro, antes de tentar fiscalizar os demais. E de quebra descobriríamos se algumas sessões de plenário seriam mais produtivas com uma coleta de amostras prévia — ou talvez simplesmente mais silenciosas.

Fonte: DA REPORTAGEM

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