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Quinta Feira, 09 de Julho de 2026

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Central e bolsa melhoram o cenário na suinocultura

09 de Agosto de 2022 as 10h 54min

Momentos desafiadores, que nem todos que fazem parte deste segmento têm o que comemorar – Foto: Divulgação

A suinocultura, setor que é considerado a base da economia do país, passa mais uma vez por momentos desafiadores e nem todos que fazem parte deste segmento têm o que comemorar. É o caso dos produtores mato-grossenses, que, há vários meses, enfrentam a pior crise da história na atividade, mas que, agora, começam a vislumbrar horizontes melhores, a partir de ferramentas implantadas pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), como a Bolsa de Suínos e a Central de Negócios.

As iniciativas visam a minimizar os prejuízos que assolaram os suinocultores do estado no 1° semestre, principalmente para os independentes. De acordo com levantamento da Acrismat, nos meses de fevereiro, março e abril, os prejuízos por animal vendido ficaram entre R$ 200 e R$ 300, o que causou o fechamento de granjas e o fim da atividade de produtores que estavam há décadas no setor, por não suportarem os prejuízos.

Diretor-executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues explica que o segmento aumentou sua produção em todo o país, por conta da crise enfrentada na China, que, devido à Peste Suína Africana (PSA), diminuiu drasticamente seu plantel e começou a importar grande quantidade da proteína, aumentando a demanda da carne suína no mercado internacional.

“Além de a nossa produtividade ter aumentado muito, houve o aumento no número de matrizes, que chegou a quase 34% no período, o que levou a um excesso de carne no mercado e, consequentemente, diminuiu o valor pago ao produtor. Mas, a promessa de que a China continuasse a comprar grande quantidade por muito tempo não se concretizou, e o país asiático logo equilibrou sua produção, o que fez com que o produtor independente daqui, principalmente, sofresse com essa situação”, disse Rodrigues.

Fonte: DA REPORTAGEM

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