Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Sábado, 07 de Fevereiro de 2026

Noticias

“Chapa da morte” trava o União Brasil e acende alerta eleitoral

27 de Janeiro de 2026 as 06h 44min

Deputado defende chapa própria ao governo para sobreviver – Foto: Reprodução

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que a federação entre UB e Progressistas enfrenta dificuldades para montar uma chapa competitiva de candidatos à Assembleia Legislativa. Segundo ele, a presença de quatro deputados com alta votação desestimula novas candidaturas. Júlio defende candidatura própria ao governo como estratégia de sobrevivência. 

O alerta feito por Júlio Campos vai além de uma dificuldade pontual de articulação eleitoral. Ele escancara um problema estrutural que partidos consolidados enfrentam em sistemas proporcionais altamente competitivos: quando a força interna se concentra em poucos nomes, a legenda passa a afastar, e não atrair, novos quadros. A chamada “chapa da morte” — expressão usada pelo próprio deputado — sintetiza esse paradoxo político.

Na prática, o União Brasil abriga quatro parlamentares com histórico de votação robusta, Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende, Eduardo Botelho e ele próprio, na casa dos 35 mil a 40 mil votos. Em vez de funcionarem como puxadores naturais de votos, esses nomes acabam criando uma barreira psicológica e matemática para potenciais candidatos, que passam a enxergar a disputa como um jogo perdido antes mesmo de começar. O raciocínio é simples: por que investir tempo, recursos e capital político em uma chapa onde o espaço já parece ocupado?

O problema se agrava com a lógica da federação com o Progressistas. Das 25 vagas possíveis, apenas dez ficariam com o PP, enquanto o União teria de preencher 15 nomes competitivos — algo que, segundo Júlio, hoje não encontra respaldo na realidade política do partido. A equação fica ainda mais delicada após a saída do deputado Paulo Araújo, que não apenas deixou a federação, como levou consigo a maior parte das lideranças e articulações que sustentavam o PP no Estado para o PRD de Mauro Carvalho.

Esse esvaziamento não é apenas numérico, mas estratégico. Menos lideranças significam menos capilaridade municipal, menos palanques locais e menor capacidade de atrair candidatos viáveis. A tentativa do União Brasil de oferecer apoio futuro a prefeitos, vices e vereadores revela o grau de dificuldade: o partido negocia hoje promessas de amanhã para tentar fechar a conta de agora.

Nesse contexto, a defesa de uma candidatura própria ao Governo do Estado surge menos como ambição e mais como mecanismo de sobrevivência. Júlio avalia que, sem cabeça de chapa, o partido corre o risco de ser engolido por legendas alinhadas ao eventual governador. Em um cenário de apoio a Otaviano Pivetta, por exemplo, a tendência seria o fortalecimento do Republicanos, partido que concentraria a atração de lideranças interessadas em proximidade com o poder.

O discurso de Júlio Campos expõe, portanto, uma preocupação central: sem estratégia própria e sem renovação interna, o União Brasil pode até manter nomes fortes, mas corre o risco de reduzir sua relevância institucional. Em política proporcional, força concentrada demais pode ser tão perigosa quanto fraqueza.

Fonte: DA REPORTAGEM

Veja Mais

Realizada a 1ª cirurgia bariátrica de 2026 pela rede municipal de saúde em Sinop

Publicado em 07 de Fevereiro de 2026 ás 10h 53min


Ponte de madeira é liberada após guindaste ser retirado de onde caiu

Publicado em 07 de Fevereiro de 2026 ás 08h 48min


Sport Sinop pode se classificar ou mesmo cair em campeonato equilibrado

Publicado em 07 de Fevereiro de 2026 ás 06h 45min


Jornal Online

Edição nº1732 - 07a09/02/2026