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Cidinho pode voltar ao Senado se Mauro Mendes virar ministro
15 de Outubro de 2026 as 16h 33min
Cidinho foi senador durante mandato de Michel Temer - Foto: Divulgação
A composição de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) poderá abrir caminho para o retorno de Cidinho Santos (PP) ao Senado Federal em 2027. Primeiro suplente de Mauro Mendes (União Brasil), eleito senador por Mato Grosso, o empresário assumiria a cadeira caso o titular fosse nomeado para um ministério e se afastasse do mandato parlamentar.
Entre as possibilidades mencionadas para Mendes está o Ministério de Minas e Energia, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A hipótese, entretanto, ainda depende das articulações para a formação de um eventual governo e não representa uma indicação oficial.
A perspectiva de ocupar novamente uma cadeira no Congresso coincide com a aproximação de Cidinho ao grupo político da família Bolsonaro. O empresário participou de articulações em Mato Grosso em favor da candidatura presidencial de Flávio, que agradeceu publicamente pelo apoio durante uma agenda no estado, em setembro. “Te agradeço o carinho de sempre. Você é uma pessoa que há muito tempo já acompanha a família, ajuda o presidente Bolsonaro, continua me ajudando bastante aqui, principalmente conhecendo esse Mato Grosso maravilhoso”, afirmou.
A manifestação de apoio também alcançou a disputa estadual. Naquele mês, Cidinho declarou que, se Jair Bolsonaro pudesse se posicionar politicamente, apoiaria Otaviano Pivetta (Republicanos) para o governo mato-grossense e Mauro Mendes e José Medeiros (PL) para as duas vagas ao Senado. O posicionamento ocorreu apesar de o PL ter candidaturas próprias na eleição estadual.
A eventual volta não seria uma estreia de Cidinho na Casa. Ele exerceu o mandato entre 2012 e 2019, após assumir a vaga de Blairo Maggi, que deixou o Senado para comandar o Ministério da Agricultura durante o governo Michel Temer.
Na passagem pelo Congresso, o empresário atuou em pautas ligadas aos municípios mato-grossenses e à articulação de recursos para áreas como saúde e infraestrutura. No cenário estadual, também participou da coordenação política da campanha de Mauro Mendes ao governo, em 2018.
Uma nova passagem pelo Senado recolocaria Cidinho no centro das articulações nacionais, em uma conjuntura na qual mantém vínculos com lideranças do grupo bolsonarista. O eventual retorno, porém, não depende apenas de sua posição na linha de sucessão, exige que Mendes aceite e assuma uma função ministerial.
A definição dos integrantes de um possível governo de Flávio Bolsonaro será determinante para o desfecho. Embora o nome de Mendes tenha sido relacionado ao Ministério de Minas e Energia, não há confirmação de que ele ocupará essa ou outra pasta.
Até que a composição ministerial seja definida, Cidinho permanece como primeiro suplente. Se Mendes assumir um ministério e deixar temporariamente a cadeira parlamentar, o empresário poderá voltar ao Senado durante o período de afastamento do titular.
Fonte: CLEMERSON SM
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