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Quarta Feira, 04 de Novembro de 2026

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CNC pede que votação sobre o fim da escala 6x1 seja após eleição

02 de Setembro de 2026 as 10h 52min

Confederação teme alta de custos e perda de empregos - Foto: Assessoria

A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou uma reação organizada do setor empresarial. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e entidades ligadas ao comércio, serviços e turismo lançaram uma campanha nacional para pressionar o Senado a não votar a proposta antes das eleições.

Sob o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”, a mobilização tenta frear o avanço da Proposta de Emenda à Constituição que altera as regras atuais de jornada.

O argumento central das entidades é que uma mudança dessa dimensão exige uma discussão mais ampla sobre seus efeitos econômicos. “Uma mudança desse tamanho precisa ser discutida com mais tempo”, sustenta a CNC, que defende a avaliação dos impactos sobre empresas e trabalhadores.

Em Mato Grosso, a resistência à votação acelerada também ganhou apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado. O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, defende que trabalhadores e empresários participem da construção de uma eventual mudança. “Não somos contrários ao debate sobre a jornada de trabalho e à busca por melhores condições para os trabalhadores”, afirmou. 

A preocupação, segundo o dirigente, está menos na abertura do debate e mais na forma como uma eventual alteração seria implementada. “O que defendemos é que uma mudança dessa proporção seja tratada com responsabilidade, diálogo e, principalmente, com uma avaliação criteriosa dos impactos sobre quem gera emprego e renda”, disse.

Por isso, a Fecomércio-MT defende que a negociação coletiva tenha papel central no processo. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável”, afirmou o presidente.

Fonte: DA REPORTAGEM

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