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COBERTURA: Saiba como não cair em cilada ao contratar seguro de celular
Pesquisar a reputação das empresas ajudam a evitar problemas e perda de dinheiro
07 de Fevereiro de 2020 as 08h 00min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
A Polícia Civil aprendeu quase quatro mil celulares roubados só no centro de São Paulo em 2019. Em toda a capital paulista foram cerca de 17 mil aparelhos. Com preços cada vez mais altos e peças cada vez mais frágeis, cresce a busca por seguros para evitar prejuízos com a perda do equipamento, seja para um criminoso ou por azar.
A primeira medida a ser tomada no momento de escolher um seguro é verificar se a empresa faz parte da lista da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que fiscaliza as operações de seguros e planos de capitalização.
"Sendo fiscalizada pela Susep, a seguradora está autorizada a trabalhar e é confiável. Também é importante verificar a reputação da empresa no Procon para saber sobre a satisfação de outros clientes", afirma o presidente da comissão de seguros de afinidades Federação Nacional de Seguros Gerais, Luis Reis.
Reis explica que muitos dos problemas enfrentados por consumidores ao acionar o seguro está na falta de conhecimento sobre a cobertura contratada. “A cobertura mais comum protege o celular contra roubo, furto qualificado e danos. O maior problema é que o furto simples pode não fazer parte do contrato e esse é o principal ponto que confunde o cliente”, diz Reis.
Segundo o Procon-SP, as reclamações mais frequentes relatam que no momento da contratação do seguro a pessoa foi atraído por uma cobertura ampla e sem a especificação de um tipo penal. “Se for falha da seguradora ou se o cliente foi induzido ao erro, o Procon pode avaliar o caso e pode ser passível do pagamento de indenização, mesmo que um contrato diga diferente disso”, afirma a coordenadora de setor do Procon-SP, Renata Reis.
Renata explica que o contrato tem termo jurídicos específico que podem dificulta a compreensão exata do que está sendo contratado e que essa falta de clareza não deve ser uma responsabilidade do consumidor.
Para evitar perdas, é necessário reunir desde o material de divulgação do serviço até conversas com um corretor por aplicativo de mensagem que levaram a contratação do seguro.
COMO FUNCIONA?
O valor da franquia do seguro é quanto o cliente precisa pagar para acionar a apólice. No caso dos celulares, esse valor varia de 15% a 25% do valor de nota fiscal do aparelho e não tem uma relação com modelo ou marca.
Segundo o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais, a contratação mais comum de seguro acontece no momento da compra. "As operadoras de celular e as lojas de varejo costumam oferecer o seguro e o cliente deve consultar qual a seguradora parceira antes de assinar o contrato", explica.
De 2018 a 2019, a média de vendas de telefones celulares no Brasil foi de 45 milhões de unidades por ano. Desse total, 7 milhões, cerca de 15% dos novos aparelhos estão cobertos pelo seguro contra roubo e furto e danos acidentais.
Os donos de celulares novos são os que mais buscam uma seguradora, mas os modelos usados também podem ser segurados. Nos dois casos, não existe um período de carência para que a cobertura comece a valer.
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