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Terça Feira, 03 de Novembro de 2026

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Cobrança por projetos provoca bate-boca na Câmara de VG

29 de Outubro de 2026 as 09h 10min

Discussão teve ofensas pessoais e divergências sobre falhas em propostas - Foto: Montagem

A cobrança por rapidez na análise de projetos enviados pela Prefeitura de Várzea Grande à Câmara provocou um confronto verbal entre vereadores durante a sessão desta semana.

O líder da prefeita Flávia Moretti (PL), Bruno Rios (PL), criticou a demora da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na emissão de pareceres. A manifestação gerou reação das vereadoras Gisa Barros (Podemos) e do vereador Alessandro Moreira (MDB), em uma discussão marcada por acusações e ofensas pessoais.

Ao questionar a atuação do colegiado, Bruno Rios afirmou que a comissão deveria formalizar suas avaliações, em vez de manter as propostas sem manifestação favorável ou contrária. “A CCJ está para emitir parecer, não pra corrigir o projeto”, declarou. 

A resposta de Gisa Barros veio em tom de confronto. A vereadora acusou o líder governista de usar a tribuna para criar repercussão política e contestou a alegação de que a comissão estaria apenas retardando a tramitação das matérias. “Bruno, você é um moleque, mentiroso, e tem essa fama na cidade”, afirmou.

Na sequência, Gisa sustentou que parte dos projetos encaminhados pelo Executivo apresenta problemas documentais, incluindo a falta de matrículas necessárias à análise das propostas.

Segundo ela, a função da CCJ é identificar essas inconsistências antes que as matérias avancem para votação em plenário.

A parlamentar também lembrou que, durante o período em que Bruno Rios esteve à frente da comissão, mais de duas dezenas de projetos teriam permanecido pendentes.

O vereador Alessandro Moreira também criticou a postura do líder da prefeita.

Ele argumentou que a análise jurídica precisa ser rigorosa para impedir a aprovação de propostas com irregularidades e acusou Bruno de repassar informações distorcidas nos bastidores da prefeitura. Durante a discussão, classificou o colega como “fofoqueiro” e “desagregador”.

Fonte: DA REPORTAGEM

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