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Colheita da soja e plantio do milho entram na reta final
05 de Abril de 2023 as 12h 00min
Produtores devem ficar de olho na safra americana – Foto: Divulgação
A colheita da soja 2022/23 em Mato Grosso chegou a 99,03% da área destinada ao grão, enquanto a semeadura do milho segunda safra 99,78%.
Especialistas do setor econômico alertam os agricultores a ficarem de olho na safra americana e no fenômeno El Niño para travar as vendas.
Os números de colheita da soja e plantio do milho foram divulgados na última sexta (31) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Conforme o levantamento, no que tange a soja a colheita no Médio Norte encontrava-se em 99,98%, no Norte em 99,88% da área, Oeste 99,84%, no Centro-Sul em 99,39% e no Noroeste em 99,57%. Já nas regiões Sudeste e Nordeste em 98,75% e 96,63%, respectivamente.
Quanto ao milho, a semeadura foi encerrada em 100% das áreas do Médio Norte, Norte e Oeste. Entretanto, até o dia 31 de março ainda eram vistos trabalhos em quatro regiões.
No Centro-Sul 99,97% da área estava semeada, no Sudeste 99,91%, Nordeste 99,47% e no Noroeste 98,80%.
Consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, durante o Fórum Mais Milho, no dia 22 de março, lembrou que em setembro retornam as chuvas e que os produtores devem estar de olho na safra americana.
“Se ele [São Pedro] não trabalhar direito sobre a safra americana, vamos ter rallys de alta e nesses rallys de alta eu vou sugerindo para vocês venderem o milho safrinha 2023. Se nós não tivermos nenhum rally de alta, tivermos uma safra americana que vai andando bem, temos que vender do mesmo jeito. Por que? Da forma que o produtor brasileiro está segurando soja, a minha grande preocupação é chegar agosto e termos armazéns ainda com soja e nós não temos espaço para o milho”.
Quanto ao El Niño, que vem se desenhando para o ciclo 2023/24, Molinari ressaltou que a presença do fenômeno significa para a Argentina e a região sul do Brasil baixo risco de quebra na produção.
“Como que o mercado vai se comportar sem quebras na América do Sul? Os problemas de quebra vão estar concentrados no Maranhão, Piauí, no sertão nordestino. Então, comecem a raciocinar 2024. Daqui até outubro nós teremos o que nós sempre temos todos os anos: mercado climático. Ou seja, vamos ter aquelas volatilidades de clima, que temos dos os anos”, alertou.
Fonte: DA REPORTAGEM - Canal Rural
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