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Com crescimento da área plantada, sorgo ganha protagonismo na safra 25/26
12 de Fevereiro de 2026 as 06h 34min
Sorgo vive um momento de consolidação no Brasil – Foto: Divulgação
O sorgo vive um momento de consolidação no Brasil. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2024/25 o país cultivou 1,632 milhão de hectares. Para a temporada 2025/26, a expectativa é de um crescimento expressivo de 11,3% na área plantada, que pode alcançar 1,816 milhão de hectares.
Segundo Pedro Lima, engenheiro agrônomo e Gerente de Marketing da Advanta Seeds, esse avanço tende a ser ainda maior e está relacionado a alguns fatores. O primeiro é o fator agronômico. Boa parte do milho safrinha, principal cultivo de inverno no Brasil, após a soja, vem entrando em uma zona de risco climático agrícola.
“O milho é um cultivo consagrado, mas, em algumas regiões e janelas de plantio, pode ter seu potencial comprometido devido ao encurtamento do período ideal de semeadura”, explica.
Nesse cenário, a janela de risco do milho acaba se tornando uma oportunidade para o sorgo. “Por que o produtor arriscaria com o milho nessas situações, se tem a opção do sorgo, uma cultura que aproveita melhor a janela de plantio e compõe a safra com mais segurança? Além disso, quando bem manejado, o sorgo apresenta boas produtividades e maior tolerância ao estresse climático, pois demanda menos água e suporta temperaturas mais elevadas”, reforça o engenheiro agrônomo.
O segundo fator, de acordo com o especialista, era a liquidez da cultura. Até pouco tempo, muitos produtores evitavam substituir o milho pelo sorgo na safrinha devido à baixa procura e à dificuldade de comercialização do grão.
“Faltava liquidez, que era o principal ponto. O agricultor até podia cultivar o sorgo, mas não sabia quanto nem quando iria vender, além de não ter confiança ou conhecimento técnico suficiente sobre a cultura”, lembra Lima.
Nos últimos anos, porém, esse cenário vem mudando. “À medida que o produtor percebe que pode, por exemplo, fechar contratos futuros com preço definido, ele passa a entender melhor o equilíbrio entre investimento e retorno, o que aumenta a atratividade do sorgo”, acrescenta.
DEMANDA DO MERCADO
Historicamente, cerca de 96% do sorgo produzido no Brasil é destinado à ração animal. Mais recentemente, no entanto, a demanda tem se ampliado, especialmente para a produção de etanol.“No Brasil, o sorgo vem sendo considerado uma matéria-prima relevante para algumas usinas. Já nos Estados Unidos, por exemplo, ele é misturado ao milho na produção de etanol, sem segregação”, explica Lima.
Outro mercado promissor é a exportação, com destaque para a China. “Os chineses já compram grandes volumes de soja e milho do Brasil, e a tendência é que, com o aumento da oferta, o mesmo ocorra com o sorgo. Quando há uma demanda clara e consistente, toda a cadeia se profissionaliza”, ressalta o Gerente de Marketing da Advanta Seeds. “Somando esse movimento aos fatores agronômicos e aos investimentos em tecnologia, a tendência de crescimento da cultura é muito forte”, completa.
Durante muitos anos, o sorgo careceu de avanços tecnológicos, baseando-se em híbridos desenvolvidos há mais de duas décadas, o que gerava desconfiança entre os produtores. Esse cenário, no entanto, vem mudando com o investimento de grandes players do mercado, como a Advanta Seeds.
A empresa atua globalmente há mais de 50 anos em melhoramento genético de diversas culturas e tem trabalhado para elevar o sorgo a um novo patamar no Brasil. Entre as inovações está o sorgo igrowth, uma tecnologia que auxilia de forma eficaz no controle de plantas daninhas e gera benefícios inclusive para as culturas subsequentes.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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