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Quinta Feira, 02 de Julho de 2026

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Como encarar a Noruega: reforçar o meio ou voltar para o 4-2-4?

02 de Julho de 2026 as 13h 36min

Danilo Santos é a principal opção para a meia – Foto: Divulgação

Durou pouco a alegria de Carlo Ancelotti por conseguir repetir uma escalação no comando da Seleção. Na primeira vez que alcançou o feito, perdeu Lucas Paquetá, com lesão na coxa, aos 45 minutos da vitória diante do Japão e terá que quebrar a cabeça para definir o time que enfrenta a Noruega, domingo, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Danilo Santos é o substituto imediato, mas há alternativas que serão analisadas a partir do treinamento desta quinta (2).

Para se recuperar do desgaste físico do jogo em Houston seguido de viagem, a comissão técnica deu folga de pouco mais de 24 horas aos jogadores, que se reapresentaram no fim da tarde desta quarta. Ou seja, serão três atividades para que o treinador italiano decida quem será o novo titular: Danilo Santos, Fabinho, Ederson, Neymar, Martinelli e Endrick são possibilidades.

A escolha implicará diretamente na formação tática. Caso decida manter a estrutura escolhida para as vitórias contra Haiti, Escócia e Japão, Danilo Santos é o nome até mais óbvio. O volante do Botafogo atua pela mesma faixa do campo de Paquetá, também é canhoto e chegou a ser testado na função ao lado de Bruno Guimarães antes do jogo contra os escoceses. É o favorito para a vaga.

Se a decisão for por um meio de campo mais forte fisicamente e com dois volantes alinhados na cabeça da área, Fabinho e Ederson são as opções que manteriam o 4-3-3 entrando ao lado de Casemiro. Neste cenário, porém, Bruno Guimarães ficaria sobrecarregado na construção e na aproximação aos homens de frente.

No intervalo da vitória sobre o Japão, quando Lucas Paquetá não tinha mais condições, Endrick foi a escolha. Desta maneira, o camisa 19 ficou como referência na área, com Matheus Cunha recuando quase que como um meio-campista em variação entre o 4-3-3 e o 4-2-4. Depois do jogo, Ancelotti falou sobre a possibilidade de repetir a formação, apesar de informações nos bastidores indicarem ser improvável.

“Podemos começar dessa maneira, a verdade é que precisávamos mais de força na área. Endrick podia dar essa força e mais presença na área. Fez um jogo muito bom porque estava intenso e era muito perigoso”.

Uma mudança para um 4-2-4 mais perceptível seria a entrada de Gabriel Martinelli. O herói da classificação poderia jogar por dentro, como entrou no jogo de Houston, ou até mesmo aberto na esquerda, deslocando Vini para o comando de ataque mais próximo de Matheus Cunha. Foi assim, por exemplo, que o Brasil venceu o Paraguai, em junho do ano passado, em partida que garantiu a vaga na Copa do Mundo.

Por fim, há ainda a opção de escalar Neymar como meia-armador ao lado de Bruno Guimarães. Internamente, porém, a escolha é indicada como improvável já que a comissão técnica entende que o camisa 10 ainda não está em condições de jogar os 90 minutos e tem sido trabalhado para ser importante no decorrer do segundo tempo.

Opções que estão na mesa de Ancelotti e sua comissão técnica para debaterem a partir do treinamento de quinta, no CT de Columbus Park, em Nova Jersey. Domingo (5), às 16h, o Brasil joga a vida na Copa do Mundo diante da Noruega, pelas oitavas de final, no Estádio de Nova York e Nova Jersey.

Fonte: DA REPORTAGEM

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