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Sexta Feira, 03 de Julho de 2026

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Como uma algodoeira brasileira rastreou 100% dos rolos com RFID

03 de Julho de 2026 as 11h 41min

Tecnologia elimina anotações manuais e garante rastreabilidade total dos rolos – Foto: Divulgação

No interior do Brasil, em plena safra de algodão, colheitadeiras percorrem centenas de hectares formando rolos de grande porte que são soltos diretamente no campo. Cada rolo precisa ser identificado, pesado, qualificado e rastreado até a algodoeira, onde é finalmente beneficiado. O problema: até pouco tempo atrás, boa parte desse processo era feito a olho, com tinta spray, prancheta e anotações manuais.

Um operador saía de motocicleta pelo campo para registrar, de memória, em qual talhão cada rolo havia sido colhido e qual a variedade do algodão. Na pesagem, o caminhão era carregado e o peso líquido estimado dividindo o total pela contagem visual dos rolos.

Na entrada da algodoeira, um funcionário com prancheta anotava um a um os rolos que entravam na máquina de beneficiamento, dados que depois precisavam ser digitados no sistema. O resultado era previsível: erros, retrabalho, rastreabilidade precária e impossibilidade de medir produtividade por talhão, variedade ou turno.

A virada veio com a implantação de um projeto de rastreabilidade por RFID desenvolvido pela Proxion Solutions, integradora parceira da Zebra Technologies e distribuída no Brasil pela ScanSource. A solução aproveitou um recurso que já existia e nunca havia sido utilizado: as lonas de enfardamento agrícola em que cada rolo é envolto já saem de fábrica com quatro tags RFID embutidas.

Com um coletor de dados Zebra acoplado a um leitor também da Zebra, o operador passa próximo ao rolo e aperta um botão. O sistema, rodando o software Anytask da Proxion, identifica a tag, cruza com arquivos georreferenciados (KML) e determina automaticamente em qual talhão e com qual variedade de algodão aquele rolo foi produzido. Tudo isso com o GPS nativo do equipamento, sem depender de sinal de internet no campo. Os dados ficam armazenados localmente no coletor e são sincronizados com o SAP assim que o operador retorna à base com acesso à rede.

Fonte: DA REPORTAGEM

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