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Domingo, 29 de Março de 2026

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Conflito aumenta riscos para exportações de milho, carnes e açúcar do Brasil

29 de Março de 2026 as 10h 27min

Agro brasileiro enfrenta impactos desiguais com maior vulnerabilidade – Foto: Divulgação

A escalada do conflito no Oriente Médio, somada à guerra entre Guerra da Ucrânia, tem exposto vulnerabilidades importantes na pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

De acordo com análise da Datagro, os impactos ocorrem de forma desigual entre os produtos, com maior sensibilidade concentrada em milho, carnes e açúcar, enquanto cadeias como soja, café e suco de laranja tendem a sofrer efeitos mais limitados.

O milho brasileiro aparece como o principal vetor de vulnerabilidade diante do cenário geopolítico. Isso porque cerca de 30% das exportações do grão têm como destino o Oriente Médio, com destaque para o Irã. A forte dependência desses mercados eleva o risco de impactos diretos, especialmente por se tratar de um produto essencial para a produção de ração animal e altamente dependente de logística contínua.

Segundo a consultoria, tensões no Golfo Pérsico podem resultar em: aumento dos custos logísticos; restrição de operações portuárias; adiamento de compras por importadores. Esse cenário pode gerar excesso de oferta no mercado interno brasileiro no segundo semestre, pressionando os preços do milho.

No segmento de proteínas, a vulnerabilidade também é significativa, embora com diferenças entre os produtos. Na carne bovina, cerca de 10% das exportações brasileiras em 2025 foram destinadas a regiões afetadas por conflitos, incluindo o Oriente Médio e a Rússia. Além da exposição direta, há riscos indiretos como aumento de fretes e seguros marítimos.

Já no caso da carne de frango, a dependência é ainda maior: aproximadamente 30% das exportações brasileiras seguem para o Oriente Médio. Esse cenário amplia os riscos tanto logísticos quanto comerciais, especialmente pela dificuldade de internalização das cargas nos países da região.

Fonte: DA REPORTAGEM

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