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Quinta Feira, 05 de Março de 2026

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CONFLITO ENTRE GOVERNOS: Mendes responde Bolsonaro sobre desafio

Governadores estão classificando o desafio feito por Bolsonaro como uma “bravata”

08 de Fevereiro de 2020 as 12h 00min

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

CLEMERSON SM

clemersonsm@msn.com

 

Depois do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desafiar os governadores a zerarem o imposto estadual sobre o combustível para aí zerar também os tributos federais, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) praticamente disse que Bolsonaro está jogando para a torcida, pois o discurso é muito bom, mas na prática não é bem assim que funciona, se tornando impossível de ser colocada em prática pelos gestores estaduais.

“A colocação feita pelo presidente Jair Bolsonaro é muito boa de ouvir, mas na prática é impossível de ser implementada. O ICMS dos combustíveis representa 25% da nossa receita própria. São 25% da receita do Estado de Mato Grosso. Já o PIS e Cofins do Governo Federal representam 2% da receita da União”, afirmou.

Em cima da explicação de falta de proporcionalidade no desafio lançado pelo presidente da República, Mendes em conversa com os jornalistas fez uma comparação bem-humorada.

“Então, ele propõe que os estados cortem 25% enquanto ele corta 2%. Se me permitirem uma brincadeira: seria como chegar e pedir para cortar a sua perna que eu corto o meu dedinho. Então, fazer essa proposta é muito boa de ouvir, mas na prática não dá para fazer”, acrescentou.

Além do governador mato-grossense, outros vêm fazendo o mesmo tipo de discurso que Mauro Mendes. Classificando o desafio feito por Bolsonaro como “pura bravata”, já que ele sabe que o desafio é impossível de ser concretizado.

Para atender ao desafio de Bolsonaro, Mendes vê apenas uma alternativa “viável”. Se o Executivo pudesse cortar os salários de todos os servidores públicos e o orçamento enviado aos demais poderes.

“Se a Assembleia Legislativa falar que topa cortar 25% do duodécimo deles, se o Tribunal de Justiça topar cortar 25% do duodécimo e se os servidores toparem cortar 25% dos seus salários, ok. Se toparem cortar 25% das obras que estão sendo feitas, ok. Se todo mundo topar...”, disse.

Mendes ainda jogou uma pergunta no ar e fez questão de respondê-la na sequência.

“Eu devolvo a pergunta: é possível cortar 25% do salário dos servidores? Não. Das obras que estamos fazendo? Não, porque precisamos fazer mais. É possível cortar 25% dos investimentos que estamos fazendo na Saúde? Não”, completou.

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